
“Eles respeitavam a opinião um do outro, felizes de ter um companheiro onde não esperavam encontrar nenhum.”
página 17
O Segredo de Brokeback Mountain - Annie Proulx
(Brokeback Mountain, 1997)
ISBN-13: 9788598078083 - ISBN-10: 8598078085
Ano: 2006 Páginas: 72 Editora: Intrínseca
Sinopse: “Annie Proulx escreveu um dos contos mais originais e inteligentes da literatura contemporânea, e, para muitos leitores e críticos, O Segredo de Brokeback Mountain é sua obra-prima. Ennis del Mar e Jack Twist, dois peões de fazenda, se encontram num verão quando estão trabalhando como ovelheiro e coordenador num pasto acima da alameda. A princípio, dividindo uma barraca isolada, a atração é natural, inevitável, mas algo mais profundo os arrebata naquele verão. Ambos dão duro, se casam e têm filhos, porque é isso que os vaqueiros fazem. Mas, ao longo de muitos anos e de frequentes separações, essa relação se torna a coisa mais importante de suas vidas, e eles fazem tudo que podem para preservá-la. Numa linguagem deslumbrante que nos fica na cabeça, Proulx conta a difícil e perigosa relação entre dois vaqueiros, que sobrevive a tudo, menos à intolerância violenta do mundo.”
Hey pessoas! Continuando o Desafio Literário, riscando mais um livro da lista, bora conhecer uma das minhas histórias favoritas:
O Segredo de Brokeback Mountain tem início em 1963, Wyoming, quando a vida de dois homens, criados em pequenas fazendas, lados opostos do estado, se cruzam: Jack Twist em Lightning Flat, fronteira de Montana, e Ennis del Mar em Sage, fronteira de Utah. Ambos se veem trabalhando juntos após se inscreverem numa agência de empregos, um como ovelheiro, e outro como coordenador de pasto, durante o verão, na montanha Brokeback.
O Segredo de Brokeback Mountain tem início em 1963, Wyoming, quando a vida de dois homens, criados em pequenas fazendas, lados opostos do estado, se cruzam: Jack Twist em Lightning Flat, fronteira de Montana, e Ennis del Mar em Sage, fronteira de Utah. Ambos se veem trabalhando juntos após se inscreverem numa agência de empregos, um como ovelheiro, e outro como coordenador de pasto, durante o verão, na montanha Brokeback.
Dia vai noite vem, os rapazes acabam ficando juntos, e o que parecia algo de momento, para eles perduraria por um bom tempo.
E mesmo depois de se reencontrarem, após quatro anos, com Ennis já casado com Alma, e tendo duas filhas, e Jack com uma esposa no Texas, Lureen, parecia que nenhum dia havia passado desde os acontecimentos na montanha. Era nítido o quão grande era a saudade e paixão. Logo os dois começaram a se ver.
Jack e Ennis se uniam de vez em quando, poucas vezes em doze meses, raramente ao longo de quase vinte anos. A relação de ambos era triste e perigosa, já que naquela época, como lembra Ennis, homens eram mortos por estarem juntos.
“— Naquele verão — disse Ennis. — Quando nos separamos depois que nos pagaram, tive umas cólicas tão fortes que parei no acostamento e tentei vomitar, achei que tinha comido alguma coisa estragada naquele lugar em Dubois. Levei mais ou menos um ano para entender que não devia ter perdido você de vista. Aí já era tarde demais.”
página 34
Jack e Ennis se uniam de vez em quando, poucas vezes em doze meses, raramente ao longo de quase vinte anos. A relação de ambos era triste e perigosa, já que naquela época, como lembra Ennis, homens eram mortos por estarem juntos.
“Jack, não quero ser como esses caras que às vezes a gente vê por aí. E não quero morrer. Tinha aqueles dois velhos que moravam juntos lá na minha terra, Earl e Rich. Papai fazia um comentário quando via os dois. Eles eram uma piada apesar de serem velhos bem durões. Eu tinha uns nove anos quando encontraram Earl morto numa vala.”
página 37
Enquanto Ennis não queria de jeito algum assumir uma relação assim, já que para ele isso acabaria em tragédia, Jack sonhava com isso, uma pequena fazenda para os dois viverem, sem pessoas que os impedissem de estarem juntos, como esposas e filhos.

O livro foi publicado pela editora Intrínseca, em capa dura, a capa do filme. E não tem rodeios na hora de nos mostrar a relação de Ennis e Jack, e como não tiveram a chance de viverem juntos, fazendo com que sofressem anos e anos por isso.
Eu amei o conto, mesmo com seu final inesperado, e a minha pequena frustração está nisso: a história ser um conto. Queria ler mais sobre a vida dos dois, conhecer pontos de vista de Alma, Lureen, e todos os outros personagens secundários. E não vou esconder que me dei melhor com o filme de 2005, me senti próxima dos personagens (e a história foi dirigida pelo incrível Ang Lee, como não amar?), e foi muito fiel ao livro, então não deixem de assistir. Tem Heath Ledger, como Ennis del Mar e Jake Gyllenhaal, como Jack Twist, e uma trilha sonora maravilhosa.
Se curtem um romance/drama/histórias que deixam um vazio no final e que nos deixam desolados, esse livro é uma boa escolha.
Sobre a autora: “Edna Annie Proulx (Norwich, Connecticut, 22 de agosto de 1935) é uma escritora e jornalista norte-americana, de origem franco-canadense. Ganhadora do prêmio Pulitzer, de um Nacional Book Award, do Internacional Fiction Prize do Irish Times, de dois prêmios O. Henry, mora em Wyoming e na Terra Nova.”
Prometi a mim mesma que sairia post hoje, antes da 23:59, parece que consegui, haha
E já estou preparando um post com as músicas do filme 💙
Até o próximo post (amanhã com indicações de filmes pra lá de bons) 📖
Eu amei o conto, mesmo com seu final inesperado, e a minha pequena frustração está nisso: a história ser um conto. Queria ler mais sobre a vida dos dois, conhecer pontos de vista de Alma, Lureen, e todos os outros personagens secundários. E não vou esconder que me dei melhor com o filme de 2005, me senti próxima dos personagens (e a história foi dirigida pelo incrível Ang Lee, como não amar?), e foi muito fiel ao livro, então não deixem de assistir. Tem Heath Ledger, como Ennis del Mar e Jake Gyllenhaal, como Jack Twist, e uma trilha sonora maravilhosa.
Se curtem um romance/drama/histórias que deixam um vazio no final e que nos deixam desolados, esse livro é uma boa escolha.
Sobre a autora: “Edna Annie Proulx (Norwich, Connecticut, 22 de agosto de 1935) é uma escritora e jornalista norte-americana, de origem franco-canadense. Ganhadora do prêmio Pulitzer, de um Nacional Book Award, do Internacional Fiction Prize do Irish Times, de dois prêmios O. Henry, mora em Wyoming e na Terra Nova.”
Prometi a mim mesma que sairia post hoje, antes da 23:59, parece que consegui, haha
E já estou preparando um post com as músicas do filme 💙
Até o próximo post (amanhã com indicações de filmes pra lá de bons) 📖

“Às vezes as coisas que perdemos voltam para nós.”
página 371
Sinopse: Alice e William Buckle se casaram apaixonados. Mas, dois filhos e quase vinte anos depois, Alice está entediada. Por isso, quando recebe um convite por e-mail para participar de uma pesquisa on-line sobre casamentos, ela aceita num impulso. Respondendo às perguntas enviadas por um pesquisador anônimo e carismático (Pesquisador 101), Alice (Esposa 22) tem a oportunidade de reexaminar a história do próprio relacionamento.
Esposa 22 (Wife 22) - Melanie Gideon
2012, Páginas: 400, Editora Intrínseca
Da série: Eu não esperava muito mas gostei bastante, Esposa 22 é um chick lit que conseguiu me segurar do começo ao fim com a história de Alice Buckle. E estou aqui para soltar uns achismos sobre, voltando com o Desafio Literário, aproveite e participe!
Casada com William; mãe de Zoe, uma vegetariana indecisa, e Peter, um menino de dez anos que sempre está mudando o nome (o da vez é Pedro, não me pergunte o motivo); Alice agora é uma pessoa entediada.
Após pesquisar sobre crise da meia-idade, sintomas de Alzheimer, dietas, seu próprio nome, e qual o segredo para um casamento feliz, ela se dá conta de que há um novo e-mail em sua caixa de spam, do Centro Netherfield, instituição afiliada a universidade de Califórnia, a convidando para responder um questionário para o Estudo do Casamento. Sem receios, e com a promessa de uma quantia significativa no final, ela aceita. Como o estudo é anônimo, ela recebe uma conta, Esposa 22, e parte para as perguntas, enviadas pelo Pesquisador 101.

Alice responde as questões com flashbacks de seu relacionamento e vida, passado que parece ser mais interessante do que seu presente, que se tornou sem sal e cheio de tédio.
E quanto mais próxima do pesquisador, mais cresce a distância entre ela e seu marido.
“A sensação que eu tenho é de que cada um de nós é um item na lista do outro e que estamos simplesmente querendo riscar esse item o mais rápido possível.”
página 46
Tendo que parar para pensar e responder questões sobre seu casamento, ela se pergunta se continuar com William vale a pena.
O que me incomodou foi ver o modo como Alice agiu, no caso não agiu, para saber os problemas que se passavam na vida de seu marido, como dispensa no trabalho e as frases enigmáticas que ele vinha postando em seu perfil do Facebook, deixando de dar espaço para explicações.
Estaria ela abrindo mão de um casamento de mais de dez anos por uma nova paixão? Por alguém que nunca viu pessoalmente? Talvez.

Toda a história é um aprendizado: dar valor para as pessoas importantes que estão em sua vida, para que, com o tempo, a distância não seja um problema, não seja uma convidada instalada ao lado.
E que os obstáculos que há no caminho não te isole das pessoas que te amam, e vice versa.
No momento em que fazia post, que você está lendo nesse exato momento, eu não sabia o que escrever, porque meus rascunhos decidiram fugir, então peguei o livro e o li nova e rapidamente.
Esposa 22 é uma história tão inteligente, romântica, comovente e com uma escrita humorada.
Fiquei feliz em poder ter lido e conhecer, mesmo que um mínimo, a vida de um casal que se ama mas estão desconectados um do outro. Tem altos e baixos, e baixos, e baixos, e altos, é toda imperfeita mas é única e verdadeira. E lutar por algo assim vale a pena.
Eu só queria abraçar os dois e dizer hey, vai ficar tudo bem, uma segunda chance é necessária.
Bora fazer uma petição para que a autora publique a história pela visão de William, quero!

“— Sim, você foi difícil de achar, Alice. Mas eu lhe fiz uma promessa há muito tempo que, por mais que você se afastasse, por mais que você saísse da trilha, eu iria atrás de você, eu a encontraria e a levaria de volta para casa.”
página 384
Sobre a autora: Melanie Gideon é autora de The Slippery Year: A Meditation on Happily Ever After. que foi considerado pela NPR e pelo San Francisco Chronicle o melhor livro do ano. Também é autora de três romances para jovens. Melanie nasceu e foi criada em Rhode Island. Atualmente vive em São Francisco com o marido e o filho. Esposa 22 é seu primeiro livro para adultos.
Logo mais tem a continuação do desafio literário, até o próximo post 📖

“Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.”
página 236
página 236
“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.”
Ano: 2013 - Páginas: 320 - Editora: Intrínseca
ISBN-13: 9788580573299 - ISBN-10: 8580573297
Hey pessoas! Então, eu li o tão falado livro da Jojo Moyes.
Quem não conhece a história, ou que não ouviu falar dela, que atire a primeira pedra.
Como Eu Era Antes de Você é daqueles livros que todos já leram, ou se não leram, já ouviram falar.
O que foi meu caso, descobri essa história num grupo sobre livros, onde dez entre dez pessoas já o tinham lido, e o descreveram como sendo um dos melhores livros ever.
No começo achei a reação das pessoas um tanto quanto exagerada. Será que eu estava certa?
Me Before You, ou Como Eu Era Antes de Você, conta a história de Louisa Clark, uma mulher em seus vinte e seis anos que trabalha em um café, o Buttered Bun, e não espera muito da vida, até ser demitida sem aviso prévio. Lou é pega tendo que procurar um novo emprego para contribuir com a renda de sua família. Após tentativas mal sucedidas, como um estágio em uma fábrica de processamento de frangos, com ajuda do conselheiro da Agência de Empregos, ela encontra uma vaga como cuidadora. E aí conhecemos Will Traynor, um personagem totalmente difícil de lidar e que não aceita o que foi imposto em sua vida, a tetraplegia.
Lou tem a missão de fazer com que, em apenas 6 meses, Will desista de por um fim a própria vida, e mostrar que não é impossível viver sob uma cadeira de rodas.
Com o passar do tempo, Lou acaba se sentindo atraída por Will, o que faz com que ela termine seu namoro de anos com o triatleta Patrick, o que foi algo bom, mas não muito explorado, já que ele não parecia ter um pingo de interesse por ela.
A história é, sem dúvidas, convidativa, você quer ler as 320 páginas no mesmo dia, você precisa. O livro aperta o coração de uma maneira mais do que real, pois você, querendo ou não, se coloca no lugar de Lou, e coloca alguém que ama no lugar de Will, e percebe o quão essa situação é dolorosa e pouco suportável, a história é demasiadamente triste e dramática, coisas que provocam comoção no leitor. E o faz chorar por alguns dias, é acontece.
“Nada de “talvez”. Você precisa sair daqui, Clark. Prometa que não vai passar o resto da vida enfiada nesta cidade que mais parece uma maldita estampa de jogo americano.”
página 172
Se por um lado Will a fez se sentir viva, por outro, Lou não fez uma grande diferença em sua vida. Foi bom passar o tempo com ela, nada além disso.
A história é incrível, mas (não me matem) não vi romance ali, nem nada do tipo, apenas tentativas falhas de Louisa em querer se aproximar de Will, em querer com que fossem um casal, eu disse tentativas bem falhas? Certo.
Daí rola a pergunta:
“Agatha, teve algo que te incomodou na história?”
SIM! Demais!
Alguém me responde, para quê tantos pov's (point of view - visão do personagem) em primeira pessoa? Sinceramente, foi algo desnecessário. Particularmente eu detesto pov's em primeira pessoa. Seria bom se fossem em terceira pessoa “ele disse” ao invés de “eu disse”.Fui jogada em pensamentos da irmã da Lou, do pai e até do enfermeiro de Will, algo que me incomodou muito.
E se Como Eu Era Antes de Você é realmente um dos melhores livros ever?
Como eu sempre digo (na verdade, às vezes) um bom livro é aquele que você consegue extrair algo para a própria vida, seja de uma situação boa ou ruim. E percebi que inconscientemente estava me tornando uma Louise Clark da vida, e o bom desse livro foi isso, fazer você acordar e não querer ser uma Lou, que se acomoda e aceita o que uma vida sem sentido e propósito oferece. A história te motiva fazer algo, qualquer coisa. Ser mais Will. #NãoQueroSerLou.
E como na vida tudo pode melhorar, essa semana tem a estreia do filme, com Daenerys Targaryen no papel de Louisa Clark e Sam Claflin como Will Traynor. O trailer está maravilhoso:
E o livro com acabamento brochura, com capa bem parecida aos livros anteriores da Jojo Moyes, Como Eu Era Antes de Você tem continuação, e o nome é um spoiler, então não vou citá-lo.
Apesar dos pov's e mais pov's a minha nota foi 5/5, foi um dos livros que me fez não gostar (bendito Will!) e amar ao mesmo tempo, é simples, triste, alegre, triste, e recomendo para todo mundo.

“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”adicione ao skoob - adquira na amazon
página 172

Schroder (Schroder - 2013)
Autora: Amity Gaige
Autora: Amity Gaige
Ano: 2014
Páginas: 256
Editora: Intrínseca
Sinopse: “Um folheto de divulgação de uma colônia de férias exibe meninos americanos felizes e integrados. Para se tornar um deles, o adolescente Eric, que deixou a Alemanha Oriental rumo aos Estados Unidos aos cinco anos, acredita que deve ter um inglês impecável e sem sotaque, uma história familiar enraizada nos Estados Unidos e o sobrenome Kennedy. Ao se inscrever na colônia de férias, Eric Schroder assumirá uma nova identidade, romperá com seu passado, e, talvez tarde demais, descobrirá quanto se tornou refém da própria mentira. E então nem mesmo uma filha e o casamento dos seus sonhos poderão ajudá-lo.”
O livro começa com Eric Kennedy pedindo desculpas à sua mulher, Laura, relatando os acontecimentos de sua vida e mentira, que o fez mudar de identidade, em 1984.
A partir daí, conhecemos um garoto que esqueceu de sua origem alemã, tentando ser e viver como um americano. Essa pequena mentira não o impede de construir sua vida, se casar e ter uma filha.
“Por que eles acreditaram em mim? Só Deus sabe. Tudo o que posso dizer é que era 1984. Podia-se fazer a inscrição no seguro social pelo correio. Não havia bancos de dados. E era preciso ser muito rico para ter um cartão de crédito. Guardavam-se testamentos em cofres de bancos e o dinheiro vinha em grandes maços de notas. Não havia essa tecnologia da onisciência. Ninguém queria nada disso. Você era quem dizia ser. E eu era Eric Kennedy.”
página 14
A história gira em torno de seu arrependimento, por não ter notado o quão omisso foi durante seu casamento, e por não ter visto o quanto Laura estava infeliz, os levando a separação, e o levando a ações nada premeditadas.
“Mas havia um abismo entre minha ideia de quanto as coisas iam mal e a sua ideia de quanto as coisas iam mal, e a nossa vida caiu nesse abismo.”
página 28
Narrado em primeira pessoa, como uma carta (enorme) para Laura, Eric conta quais foram seus motivos e razões para mudar de identidade, e, com muitos capítulos, tenta explicar, e até justificar, suas escolhas e decisões.
Logo no epílogo da para se ter uma noção de algo que eu não esperava que acontecesse no decorrer da história, e fiquei com cara de trouxa por não ter notado.
O cara até diz ser parente distante da família Kennedy, confirmando quando pessoas perguntavam se ele tinha algo a ver com eles. Mas esse nem é seu verdadeiro sobrenome, foi criado quando ele ainda era um adolescente, para satisfazer seu desejo de ser outra pessoa, com uma outra origem, sem sotaque ou família.
Um dos diálogos que mais gosto, é quando Eric procura um advogado, que fala na lata que Laura não o ama. É uma separação, uma preparação para o divórcio, aceite Eric.
“—Esqueça. De uma vez. Por todas. A sua ex-mulher não o ama mais. Uma mulher que está tentando afastá-lo dela e de sua filha não o ama mais. Não seja como aquela esposa agredida, Eric, que foi esfaqueada cinquenta e sete vezes pelo próprio marido. Como uma pessoa fica com outra por tanto tempo para ser esfaqueada cinquenta e sete vezes? Resposta: ela ainda estava esperando receber amor.”
página 39
Eric alterna entre passado e presente, lembrando de sua infância, onde existia um personagem muito triste, por sinal, e de como sofria por ser estrangeiro, na tentativa de justificar suas ações e o que fez com sua filha, Meadow (EITA!).
Amity Gaige, em seu terceiro livro, me conquistou com sua escrita, e foi por isso que dei fim a leitura, que me deixou com perguntas do tipo “O que acontece agora?????”, senti falta de um final satisfatório, mas vou levar em conta que toda a história contada por Eric era direcionada para sua ex-mulher, ninguém além. Vou superar, espero.
“Acho que eu precisava de uma vida que pudesse revisar. E se eu tivesse aceitado a minha vida, minha primeira vida, teria respeitado os seus limites. Teria vivido calmamente, quase sem sonhar. Teria convencido a mim mesmo que uma vida triste e quieta era adequada. Mas, em vez disso, eu sonhei. Decorei todos os quartos do meu passado com os prazeres que encontrava por toda parte. Até mesmo me apaixonar por você, Laura — especialmente me apaixonar por você e me sentir tão diferente... O amor foi o meu contra-argumento.”
página 246

Ler sobre separação, divórcio e brigas pela custódia de uma criança, na visão de um homem, foi algo novo para mim, apesar do livro ter sido escrito por uma mulher.
A história tem poucos acontecimentos, sem muitos diálogos, e é nada mais do que um pedido de desculpas,e explicações, a Laura.
Sabe aquela história de que se uma mentira é contada várias e várias vezes, ela acaba se tornando uma verdade? Então, foi nisso que Eric se segurou, tentou acreditar em sua verdade. Mas, sua história não se tornou real suficiente para que as pessoas acreditassem, para que ele acreditasse. E para que eu me apegasse a esse personagem.
*Curiosidade: Schroder foi considerado o parente mais próximo do polêmico Lolita, escrito por Nabokov, pelo jornal Los Angeles Times sem o motivo que tornou Lolita uma história polêmica.

“Como dá para ver, é uma longa história.
Ainda não sei como termina. Mas começa com amor.”
página 231
E você, já leu esse livro? Não leu? Conta aí!
Um beijo e até mais!
(ah, e me acompanhe pelas redes sociais, tem coisas nonsenses mas eu sou legal)
Autora: Charlotte Rogan.
Editora: Intrínseca
Edição: 1/2013
Editora: Intrínseca
Edição: 1/2013
Páginas: 240
Sinopse: "No verão de 1914, o naufrágio do navio de luxo Empress Alexandra lança uma mulher recém-casada, e agora viúva, numa luta pela própria vida. A salvação não é fácil e Grace Winter, juntamente com outros passageiros, se vê confinada a um barco salva-vidas superlotado. À medida que o clima piora e os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder, Grace percebe que sua sobrevivência depende de quem vai apoiar. Durante três semanas, os passageiros planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros ao mesmo tempo em que suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.Durante os vinte e um dias, os sobreviventes do naufrágio oscilam na vastidão do Atlântico e, para que uns vivam, outros terão que morrer."
Colin conhece Katherine, Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine termina com Colin. É sempre assim.
Título: O Teorema Katherine.
Autor: John Green.
Edição: 1/ 2013.
Páginas: 304.
Editora: Intrínseca
Sinopse: "O Teorema Katherine - Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."
Sinopse: "O Teorema Katherine - Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."














