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Quase Outono ~ livros e achismos


“ — Há certas coisas que não posso lhe dar — disse Anthony —, e amor é uma delas.”
página 193

O Visconde Que Me Amava
(The Viscount Who Loved Me - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro
ISBN-13: 9788580411973 - ISBN-10: 8580411971
Ano: 2013 - Páginas: 288
Skoob

Sinopse: “A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.”

Hey pessoas! tem alguns dias (meses) que li o segunda história da série Os Bridgertons, e nesta conhecemos Anthony, irmão de Daphne, lá do primeiro livro, e Kate Sheffield.
O ano é 1814, e a temporada de bailes está começando, o visconde mais cobiçado está decidido a se casar e a jovem e bela Edwina Sheffield parece ser a escolha certa, mas para isso ele precisa da aprovação de sua irmã mais velha, a teimosa Kate, que acredita que Anthony não será um bom marido.
Eu nem preciso dizer que Anthony vai tentar jogar seu charme para que Kate o recomende a irmã e que isso não dará certo, já que ela o vê como um libertino.

“Mas ele poderia ter conseguido superar seus preconceitos. Poderia ter sido encantador, sincero e direto, e convencê-la de que as histórias a seu respeito no Whistledown eram um exagero, e que ele não era o pior patife que Londres já vira desde a virada do século. Poderia tê-la convencido de que obedecia a um código de honra, de que era um homem honesto e de princípios...
Se não a tivesse comparado a Edwina.
Pois nada poderia ter sido tão mentiroso. Ela sabia que não era feia - seu rosto e suas formas eram agradáveis. Mas era simplesmente impossível ser comparada a Edwina em termos de beleza. A mais nova era um verdadeiro diamante de primeira grandeza, enquanto Kate nunca seria nada além de comum e agradável.”
página 42

Entre bailes, discussões e tentativas inúteis de Kate afastar Anthony de sua irmã, eles se aproximam e acabam tendo que ser obrigados a se casarem, em uma situação bem cômica.

— Foi uma abelha. - protestou Kate. — Só uma abelha! Não podemos ser obrigados a nos casar por causa de uma abelha!
página 180

Bom, se ambos não queriam se casar, em hipótese alguma, não é de se esperar que Kate tenha pensamentos inseguros em relação a seu relacionamento, pois quem iria querer se casar com ela?
Já estava conformada em viver solteira, nenhum homem tinha olhos para ela, já que Edwina chegava a ofuscá-la com sua beleza.
E Anthony tem que se conformar, depois de ver seus planos irem por água abaixo, com um casamento indesejado, mas não totalmente desnecessário, já que o visconde pretendia se casar com uma pessoa por quem não sentisse sentimento algum.


Kate segurava-se na ideia de que não era a primeira opção de Anthony, já que havia sido obrigado a casar, se conformando em não esperar muito do marido. Mas como essas histórias parecem ser baseadas em histórias de princesas disney (e agradeço por isso 💕), o visconde se vê apaixonado por sua esposa, e vice e versa.
O Visconde Que Me Amava é mais um romance de época de Julia Quinn que me conquistou.
Mesmo sendo quase um déjà vu do livro anterior, a história flui de uma maneira leve, sem muitas surpresas ao longo do enredo. Percebi que as histórias da autora acabam como deveriam acabar, como o leitor quer que acabe, e isso é uma maravilha, pois não há decepções. Você não espera muita coisa, e não se decepciona, é uma história estável, que não te joga num loop tedioso, apesar de ter seu clichê.
E uma das coisas que mais gosto de ler são as crônicas de Lady Whistledown, uma pessoa que sabe de tudo o que acontece entre as pessoas da alta sociedade, mas ninguém sabe quem é. Aquela vizinha fofoqueira que sabe mais da sua vida do que você, sabe? Então.
Os personagens acabam por parecem reais, não é algo que você lê e pensa “hmmmm, eu duvido disso”.
eles são bem construídos, assim como seus problemas e pensamentos, Quinn consegue nos trazer uma realidade de uma sociedade que nunca iremos conhecer, com um bom humor. 
O livro tem a capa em brochura, é lindo, e tem quase 300 páginas (eu gostaria muito que tivesse mil, não consigo cansar ou enjoar de romances assim) e no final tem o prólogo do próximo volume: Um Perfeito Cavalheiro, que estou aceitando de presente.


4/5 no Skoob
adquira O Visconde Que Me Amava na Amazon, e aproveite para levar o primeiro volume
O Duque e Eu

“— Precisamos viver cada momento como se fosse o último, como se fôssemos imortais — afirmou ela. — Quando meu pai adoeceu, tinha tantos arrependimentos... Ele me disse que havia tantas coisas que queria ter feito... Sempre imaginara que teria mais tempo. Nunca me esqueci disso. Por que você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei.”
página 282
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“Às vezes, Clark, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.”
página 236

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.”
Ano: 2013 - Páginas: 320 - Editora: Intrínseca
ISBN-13: 9788580573299 - ISBN-10: 8580573297

Hey pessoas! Então, eu li o tão falado livro da Jojo Moyes.
Quem não conhece a história, ou que não ouviu falar dela, que atire a primeira pedra.
Como Eu Era Antes de Você é daqueles livros que todos já leram, ou se não leram, já ouviram falar.
O que foi meu caso, descobri essa história num grupo sobre livros, onde dez entre dez pessoas já o tinham lido, e o descreveram como sendo um dos melhores livros ever.
No começo achei a reação das pessoas um tanto quanto exagerada. Será que eu estava certa?

Me Before You, ou Como Eu Era Antes de Você, conta a história de Louisa Clark, uma mulher em seus vinte e seis anos que trabalha em um café, o Buttered Bun, e não espera muito da vida, até ser demitida sem aviso prévio. Lou é pega tendo que procurar um novo emprego para contribuir com a renda de sua família. Após tentativas mal sucedidas, como um estágio em uma fábrica de processamento de frangos, com ajuda do conselheiro da Agência de Empregos, ela encontra uma vaga como cuidadora. E aí conhecemos Will Traynor, um personagem totalmente difícil de lidar e que não aceita o que foi imposto em sua vida, a tetraplegia.
Lou tem a missão de fazer com que, em apenas 6 meses, Will desista de por um fim a própria vida, e mostrar que não é impossível viver sob uma cadeira de rodas.
Com o passar do tempo, Lou acaba se sentindo atraída por Will, o que faz com que ela termine seu namoro de anos com o triatleta Patrick, o que foi algo bom, mas não muito explorado, já que ele não parecia ter um pingo de interesse por ela.
A história é, sem dúvidas, convidativa, você quer ler as 320 páginas no mesmo dia, você precisa. O livro aperta o coração de uma maneira mais do que real, pois você, querendo ou não, se coloca no lugar de Lou, e coloca alguém que ama no lugar de Will, e percebe o quão essa situação é dolorosa e pouco suportável, a história é demasiadamente triste e dramática, coisas que provocam comoção no leitor. E o faz chorar por alguns dias, é acontece.
Will fez Lou enxergar que existia um mundo além da parede que ela havia construído em volta de si. Mostrou que existe coisas incríveis, e que ela deveria viver cada uma delas, não deveria se contentar em levar uma vida cem por cento monótona. Ele a tirou de sua zona de conforto.

“Nada de “talvez”. Você precisa sair daqui, Clark. Prometa que não vai passar o resto da vida enfiada nesta cidade que mais parece uma maldita estampa de jogo americano.”
página 172

Se por um lado Will a fez se sentir viva, por outro, Lou não fez uma grande diferença em sua vida. Foi bom passar o tempo com ela, nada além disso.
A história é incrível, mas  (não me matem) não vi romance ali, nem nada do tipo, apenas tentativas falhas de Louisa em querer se aproximar de Will, em querer com que fossem um casal, eu disse tentativas bem falhas? Certo.

Daí rola a pergunta:
“Agatha, teve algo que te incomodou na história?”
SIM! Demais!
Alguém me responde, para quê tantos pov's (point of view - visão do personagem) em primeira pessoa? Sinceramente, foi algo desnecessário. Particularmente eu detesto pov's em primeira pessoa. Seria bom se fossem em terceira pessoa “ele disse” ao invés de “eu disse”.
Fui jogada em pensamentos da irmã da Lou, do pai e até do enfermeiro de Will, algo que me incomodou muito.
E se Como Eu Era Antes de Você é realmente um dos melhores livros ever?
Como eu sempre digo (na verdade, às vezes) um bom livro é aquele que você consegue extrair algo para a própria vida, seja de uma situação boa ou ruim. E percebi que inconscientemente estava me tornando uma Louise Clark da vida, e o bom desse livro foi isso, fazer você acordar e não querer ser uma Lou, que se acomoda e aceita o que uma vida sem sentido e propósito oferece. A história te motiva fazer algo, qualquer coisa. Ser mais Will. #NãoQueroSerLou.

E como na vida tudo pode melhorar, essa semana tem a estreia do filme, com Daenerys Targaryen no papel de Louisa Clark e Sam Claflin como Will Traynor. O trailer está maravilhoso:


E o livro com acabamento brochura, com capa bem parecida aos livros anteriores da Jojo Moyes, Como Eu Era Antes de Você tem continuação, e o nome é um spoiler, então não vou citá-lo.
Apesar dos pov's e mais pov's a minha nota foi 5/5, foi um dos livros que me fez não gostar (bendito Will!) e amar ao mesmo tempo, é simples, triste, alegre, triste, e recomendo para todo mundo.


“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”
página 172
adicione ao skoob - adquira na amazon

E vocês, o que acharam dessa história? Teve romance? Não teve romance? Diz ae :3
aproveite e siga o blog por aí
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Até!

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O Duque e Eu
(The Duke and I - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro - ISBN-13: 9788580411461 - Ano 2013 - Páginas 288
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Sinopse: “Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.”


O que dizer dessa série que mal conheço, mas já considero pacas?
O Duque e Eu foi um dos livros lidos da ML de Carnaval, que me fez cair de amores novamente por romances de época.
É o primeiro de uma série, que conta a história dos filhos da família Bridgerton.
Nesse primeiro, conhecemos Daphne Bridgerton, uma jovem que anseia por casar há dois anos, mas seus pretendentes só a enxergam como uma boa amiga, e os que se interessam por ela são velhos demais ou pouco inteligentes - e além de tudo, tem que aceitar as fofocas sobre ela, que são postadas num jornal, pela Lady Whistledown, alguém que ninguém sabe quem é, e que espalha suas crônicas sobre, e para a sociedade.
E é em um baile da alta sociedade que conhecemos Simon Basset, melhor amigo do irmão de Daphne.
Um duque que retorna a Londres depois de anos viajando pelo mundo.
“O rosto dele era simplesmente perfeito. Daphne levou apenas um instante para se dar conta de que todas as estátuas de Michelangelo não chegavam a seus pés. Os olhos eram curiosamente intensos - tão azuis que quase brilhavam por conta própria. Os cabelos eram espessos e escuros, e ele era alto - tão alto como os irmãos dela, o que era raro.”
página 41
Para fugir das debutantes que são, praticamente, jogadas em seu colo por suas mães, ele decide se juntar a Daphne com a ideia de fingir que a corteja, para que homens mais interessantes a notem.
Posso dizer que isso não dará certo e que eles acabarão se apaixonando? Então, é isso que acontece.
Porém Simon não pretendia isso. Não pretendia se apaixonar, casar, e ainda mais pensar em filhos, como Daphne tanto deseja, pois deseja ser o último duque de Hastings, e quer que esse título morra com ele, sem herdeiros, como uma vingança para com seu pai, que o rejeitou por não ter sido o filho perfeito.
E será difícil para Daphne o convencer do contrário e conseguir com que ele esqueça sua triste infância. Seria engraçado, se não fosse triste, o motivo para que o pai de Simon tenha sido rejeitado, o que acabou levando-o a fazer o oposto do que seu pai esperava. Meus dedos estão coçando enquanto digito, prontos para escreverem qual foi esse motivo, e o porquê dele não ter falado quando pequeno.
Um dos momentos que mais gostei foi ver (sim, eu estava lá) Anthony, melhor amigo de Simon, morrer de ciúmes da irmã, apesar de saber que os flertes não passavam de fingimentos - bem, eram fingimentos no começo.
A história segue qualquer outro tipo de romance de época, com momentos bem previsíveis, romance  (isso não pode faltar) e bailes de favela em Londres, e Julia Quinn conseguiu me conquistar mesmo com todo esse clichê.
Escrito em terceira pessoa, é uma delícia acompanhar a vida de cada personagem.

E É ROMANCE. DE ÉPOCA. COMO NÃO AMAR? ❤

“— Os homens são loucos.
— De um modo geral — concordou ele.
Ela revirou os olhos.
— Sempre achei que a principal regra da amizade fosse não flertar com a irmã do amigo.
— Ah, mas eu não estou flertando, estou apenas fingindo flertar.”
página 111

A diagramação é linda, e podemos contar com a árvore genealógica da família Bridgerton, onde os nomes seguem em ordem alfabética quanta criatividade Dona Violet, e no final do livro, o prólogo do próximo volume.
Os Bridgertons se tornou uma das minhas séries favoritas, já li o segundo volume e falarei dele por aqui em breve, e estou aceitando o terceiro de presente :)
A leitura flui de uma maneira muito rápida. O Duque e Eu é uma história sensível e inteligente, que me deixou querendo ler mais do século 18. Não me espanta Julia Quinn ser considerada a Jane Austen contemporânea.
Se está a procura de romances que não são passados no nosso século, pegue um vira tempo e se joga nessa série!

5/5 no Skoob e no meu coração ❤
Compre na Amazon
Sobre a autora:
Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons.
É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
E vocês, costumam ler romances de época? Tem algum para indicar? Quero saber, comenta aí :)


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Schroder (Schroder - 2013)
Autora: Amity Gaige
Ano: 2014
Páginas: 256
Editora: Intrínseca
Sinopse: “Um folheto de divulgação de uma colônia de férias exibe meninos americanos felizes e integrados. Para se tornar um deles, o adolescente Eric, que deixou a Alemanha Oriental rumo aos Estados Unidos aos cinco anos, acredita que deve ter um inglês impecável e sem sotaque, uma história familiar enraizada nos Estados Unidos e o sobrenome Kennedy. Ao se inscrever na colônia de férias, Eric Schroder assumirá uma nova identidade, romperá com seu passado, e, talvez tarde demais, descobrirá quanto se tornou refém da própria mentira. E então nem mesmo uma filha e o casamento dos seus sonhos poderão ajudá-lo.”
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O livro começa com Eric Kennedy pedindo desculpas à sua mulher, Laura, relatando os acontecimentos de sua vida e mentira, que o fez mudar de identidade, em 1984. 
A partir daí, conhecemos um garoto que esqueceu de sua origem alemã, tentando ser e viver como um americano. Essa pequena mentira não o impede de construir sua vida, se casar e ter uma filha.

“Por que eles acreditaram em mim? Só Deus sabe. Tudo o que posso dizer é que era 1984. Podia-se fazer a inscrição no seguro social pelo correio. Não havia bancos de dados. E era preciso ser muito rico para ter um cartão de crédito. Guardavam-se testamentos em cofres de bancos e o dinheiro vinha em grandes maços de notas. Não havia essa tecnologia da onisciência. Ninguém queria nada disso. Você era quem dizia ser. E eu era Eric Kennedy.”
página 14

A história gira em torno de seu arrependimento, por não ter notado o quão omisso foi durante seu casamento, e por não ter visto o quanto Laura estava infeliz, os levando a separação, e o levando a ações nada premeditadas.

“Mas havia um abismo entre minha ideia de quanto as coisas iam mal e a sua ideia de quanto as coisas iam mal, e a nossa vida caiu nesse abismo.”
página 28

Narrado em primeira pessoa, como uma carta (enorme) para Laura, Eric conta quais foram seus motivos e razões para mudar de identidade, e, com muitos capítulos, tenta explicar, e até justificar, suas escolhas e decisões. 
Logo no epílogo da para se ter uma noção de algo que eu não esperava que acontecesse no decorrer da história, e fiquei com cara de trouxa por não ter notado.
O cara até diz ser parente distante da família Kennedy, confirmando quando pessoas perguntavam se ele tinha algo a ver com eles. Mas esse nem é seu verdadeiro sobrenome, foi criado quando ele ainda era um adolescente, para satisfazer seu desejo de ser outra pessoa, com uma outra origem, sem sotaque ou família.
Um dos diálogos que mais gosto, é quando Eric procura um advogado, que fala na lata que Laura não o ama. É uma separação, uma preparação para o divórcio, aceite Eric.

“—Esqueça. De uma vez. Por todas. A sua ex-mulher não o ama mais. Uma mulher que está tentando afastá-lo dela e de sua filha não o ama mais. Não seja como aquela esposa agredida, Eric, que foi esfaqueada cinquenta e sete vezes pelo próprio marido. Como uma pessoa fica com outra por tanto tempo para ser esfaqueada cinquenta e sete vezes? Resposta: ela ainda estava esperando receber amor.”
página 39

Eric alterna entre passado e presente, lembrando de sua infância, onde existia um personagem muito triste, por sinal, e de como sofria por ser estrangeiro, na tentativa de justificar suas ações e o que fez com sua filha, Meadow (EITA!). 
Amity Gaige, em seu terceiro livro, me conquistou com sua escrita, e foi por isso que dei fim a leitura, que me deixou com perguntas do tipo “O que acontece agora?????”, senti falta de um final satisfatório, mas vou levar em conta que toda a história contada por Eric era direcionada para sua ex-mulher, ninguém além. Vou superar, espero.

“Acho que eu precisava de uma vida que pudesse revisar. E se eu tivesse aceitado a minha vida, minha primeira vida, teria respeitado os seus limites. Teria vivido calmamente, quase sem sonhar. Teria convencido a mim mesmo que uma vida triste e quieta era adequada. Mas, em vez disso, eu sonhei. Decorei todos os quartos do meu passado com os prazeres que encontrava por toda parte. Até mesmo me apaixonar por você, Laura — especialmente me apaixonar por você e me sentir tão diferente... O amor foi o meu contra-argumento.”
página 246

Ler sobre separação, divórcio e brigas pela custódia de uma criança, na visão de um homem, foi algo novo para mim, apesar do livro ter sido escrito por uma mulher.
A história tem poucos acontecimentos, sem muitos diálogos, e é nada mais do que um pedido de desculpas,e explicações, a Laura.
Sabe aquela história de que se uma mentira é contada várias e várias vezes, ela acaba se tornando uma verdade? Então, foi nisso que Eric se segurou, tentou acreditar em sua verdade. Mas, sua história não se tornou real suficiente para que as pessoas acreditassem, para que ele acreditasse. E para que eu me apegasse a esse personagem.

*Curiosidade: Schroder foi considerado o parente mais próximo do polêmico Lolita, escrito por Nabokov, pelo jornal Los Angeles Times sem o motivo que tornou Lolita uma história polêmica.

Compre na Amazon - Nota: 4/5 no Skoob.
“Como dá para ver, é uma longa história.
Ainda não sei como termina. Mas começa com amor.”
página 231
Gostei de Schroder, é uma boa história, só gostaria de saber mais sobre que rumo outros personagens tomaram, além de Eric, como Laura e Meadow. 


E você, já leu esse livro? Não leu? Conta aí!

Um beijo e até mais!
(ah, e me acompanhe pelas redes sociais, tem coisas nonsenses mas eu sou legal)
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Indiscreto - 2013
Charles Dubow
Editora: Companhia Editora Nacional
Páginas: 462
Skoob.
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Sinopse: "O autor Charles Dubow apresenta a vida idílica de Harry e Madeleine e como o mundo de contos de fadas, a vida dos dois, é abalada quando uma jovem mulher, aparentemente inocente, entra na vida deles. Harry e Madeleine são um desses casais perfeitos, bem-sucedidos e que emanam uma felicidade quase que natural. Ele é vencedor do Prêmio Nacional de Literatura e tem uma carreira promissora pela frente. Ela é abençoada por uma herança de família, irradia beleza, elegância e humildade. Aonde quer que o casal vá, está sempre rodeado de pessoas que querem fazer parte do seu círculo de amizades. Como de costume, eles reúnem vários jovens amigos em sua mansão de veraneio nos Hamptons e a jovem Claire é levada para uma festa na casa do casal, fascinando-os. Ela é linda, mas é considerada inofensiva por conta de sua pouca idade. No entanto, Claire se revela um furacão sensual e acaba por se apaixonar por Harry, e no final do verão eles já não conseguem ser apenas amigos."

Já vou começar dizendo que Indiscreto foi totalmente diferente do que eu esperava.
É daqueles que a capa não descreve, não consegue transmitir o enredo, e não condiz com a história. Colocaram uma capa nada a ver e pronto.
O livro é classificado como erótico (e claro que há várias cenas +18, jovens) mas o drama se sobressai, sem dúvidas. O li em e-book, e que história!

O livro é narrado por Walter, amigo de Madeleine e Harry, que começa contando como Claire foi parar em suas vidas.
Mas quem é Claire?
Ela é uma jovem, que entra na vida de Walter, Maddy e Harry no verão, de um modo rápido, sendo querida e acolhida pela família, e despertando interesse no escritor.

Walter se descreve como o amigo apaixonado de Madeleine "Maddy", um advogado que nunca conseguiu sair da friendzone, mas que sempre estava por perto, observando a vida de sua amada com outro. E descreve Harry e Maddy como o casal perfeito: lindos, inteligentes e bem sucedidos.
E Harry, mesmo estando satisfeito com tudo isso, ou parecendo estar, acaba traindo Maddy, seu casamento, seu filho, e se deixa levar pelos encantos da jovem.
Walter narra como nasce esse relacionamento, as mentiras que Harry conta à Maddy, e como a relação entre eles acaba ficando abalada quando ele viaja com Claire, sem que sua esposa desconfie, dizendo que o motivo de ter que ir a Roma é por causa de seu novo livro, e várias falsas verdades se sucedem a essa. Enchendo Claire de coisas e viagens caras, ele leva adiante esse caso por vários meses.
Harry sempre disse amar sua esposa, e não me pergunte qual a razão, ou motivo que o fez trair por que também não sei. Talvez tenha sido a adrenalina, a vontade de se aventurar, a vontade de conhecer alguém bem mais novo que ele, a vontade de querer, e ter, mais de uma pessoa em sua vida.
Mas como não existe mentira que se sustente, Maddy acaba sabendo do caso e fica arrasada (que pessoa não ficaria?).
Ela cai em um abismo de depressão, pensa em divórcio e acaba se afastando, levando Johnny, o filho do casal, com ela. E Walter vê sua melhor amiga e mulher que amou durante toda sua vida, mesmo não sendo correspondido, necessitar de ajuda, e ele a ajuda.
E se Harry busca o perdão? Se ele, de alguma forma, se redimiu? O que aconteceu com Claire, e Walter? Johnny e Maddy? Isso eu não posso dizer, mas foi algo que não vou conseguir superar tão cedo. Charles Dubow puxou meu tapete!

É uma história de traição vista em terceira pessoa, que nos mostra como algo assim pode afetar toda uma família, podendo provocar vários eventos duros e muito tristes.

É nessa parte que tudo o que eu esperava de um final, se destrói:

“Não me arrependo de nada. Conheci o amor e ele me abençoou durante quase todos os dias da minha vida. Não poderia estar mais feliz. Exceto pelo fato de que nada disso é verdade.”

Indiscreto é, além de tudo, muito comovente, li esperando uma coisa e me surpreendi com outra.

“Tomamos muitas decisões certas na vida, mas são as decisões erradas que nunca podem ser perdoadas.”

O final é como um karma, independente de qualquer ato que você fizer, impactante ou não, insignificante ou não, tenha certeza que ele trará uma mudança na sua vida, boa ou ruim.
Eu não estava preparada para o final angustiante e chocante, e deve ter sido por isso que amei.
Não sei por que esses livros arrasadores ficam me perseguindo, mas se tem uma coisa que se aprende com livros assim, é que nada de bom sai disso.
Nota: 5/5

Vocês já leram? Recomendam? Contem aqui o que acharam.
Beijooos
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Título: No Coração do Mar.
Autora: Charlotte Rogan.
Editora: Intrínseca

Edição: 1/2013
Páginas: 240
Sinopse: "No verão de 1914, o naufrágio do navio de luxo Empress Alexandra lança uma mulher recém-casada, e agora viúva, numa luta pela própria vida. A salvação não é fácil e Grace Winter, juntamente com outros passageiros, se vê confinada a um barco salva-vidas superlotado. À medida que o clima piora e os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder, Grace percebe que sua sobrevivência depende de quem vai apoiar. Durante três semanas, os passageiros planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros ao mesmo tempo em que suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.Durante os vinte e um dias, os sobreviventes do naufrágio oscilam na vastidão do Atlântico e, para que uns vivam, outros terão que morrer."
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