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Quase Outono ~ livros e achismos

Hey pessoas! Continuando a semana de terror, e o desafio literário também, bora falar de um livro que me assustou demais, uns dois três anos atrás, e que já apareceu por aqui.

Sinopse: Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.

A Estrada da Noite foi o primeiro do gênero terror que li, e deve ser por isso que gosto tanto. O livro conta a história de Jude Coyne, um cantor e colecionador de objetos bem macabros, que, após pagar mil dólares por um paleto de um morto, se vê assombrando pelo ex dono. Ele só não sabe que o paletó foi enviado pela irmã de sua ex, Flórida, a Jessica, e que o espírito que veio com ele, é do padastro delas, que o culpa pela morte de sua enteada. Como A Estrada da Noite é um dos meus favoritos, separei algumas das frases que mais gostei:

“Flórida tinha 26 - não, 27 anos; tinha 26 quando foi embora. Quando ele a mandou embora. Tinha 26, mas fazia perguntas como uma menininha de 4 anos. Você sempre vai pescar no lago Pontchartrain? Qual foi o melhor cachorro que você já teve? O que você acha que acontece conosco quando morremos?”
página 31

“- Ei, chefe. É o Dan.
- Danny? São três da manhã.
- Oh. Eu não sabia que era tão tarde. Estava dormindo?
- Não. - Jude ficou calado, à espera.
- Desculpe por eu ter ido embora daquele jeito.
- Você está de porre? - Jude perguntou. De novo olhou pela janela, o clarão tingindo de azul dos faróis de milha brilhando pelas beiradas da cortina. - Está ligando de porre porque quer o seu emprego de volta? Porque, se é isso, é a p*rra da hora errada para...
- Não. Não posso... Não posso voltar, Jude. Só estou ligando para dizer que sinto muito pelo que aconteceu. Sinto muito ter falado sobre o fantasma que estava à venda. Devia ter ficado de boca fechada.
- Vá se deitar.
- Não posso.
- Que p*rra está havendo com você?
- Estou fora de casa, andando no escuro. Não sei onde estou. [...]
- Como chegou aí?
- Simplesmente saí andando. Nem sei por quê.”
77
“-Então é isso que a está preocupando? - Jude quis saber. - Seu velho pai vai me dizer que você é uma lunática e eu vou ficar tão chocado que não vou mais querer vê-la de novo? Porque, para ser franco, Flórida, saber que de vez em quando você fica mais ou menos maluca não seria exatamente uma novidade.
- Não sei o que ele ia dizer, mas ele não diria isso. - Ela riu, um riso leve e suspirado. Depois disse: - Simplesmente encontraria alguma coisa para fazer você gostar um pouco menos de mim. Se você puder gostar ainda menos de mim.”
136

“- Anna? Consegue me ouvir? Consegue ouvir minha voz?
A princípio ela continuou sorrindo, sem responder. Então piscou os olhos e disse:
- Que foi? Você disse alguma coisa, papai? Eu estava ouvindo Jude. No rádio. É minha música preferida.
Os lábios do velho se apertaram até perderem a cor.
- Esse homem - ele disse cuspindo. Craddock pegou uma ponta do envelope, arrancando-o das mãos dela. Depois se endireitou, virou-se para uma das janelas e puxou a persiana.
- Eu te amo, Flórida - disse Jude. [...]
- Eu te amo, Jude - disse Anna em voz baixa.
Ao ouvir aquilo, Craddock teve um sobressalto e seus ombros estremeceram.”
208

Esse livro 😍
Aproveitem e adicionem ao Skoob, e comprem na Amazon.

Para quem não sabe, A Estrada da Noite foi o livro de estréia de Joe Hill, autor também de O Pacto (gostei do filme), publicado aqui no Brasil pela editora Arqueiro.
Depois de fazer esse post deu até vontade re reler... até a próximo 📖
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“ — Há certas coisas que não posso lhe dar — disse Anthony —, e amor é uma delas.”
página 193

O Visconde Que Me Amava
(The Viscount Who Loved Me - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro
ISBN-13: 9788580411973 - ISBN-10: 8580411971
Ano: 2013 - Páginas: 288
Skoob

Sinopse: “A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.”

Hey pessoas! tem alguns dias (meses) que li o segunda história da série Os Bridgertons, e nesta conhecemos Anthony, irmão de Daphne, lá do primeiro livro, e Kate Sheffield.
O ano é 1814, e a temporada de bailes está começando, o visconde mais cobiçado está decidido a se casar e a jovem e bela Edwina Sheffield parece ser a escolha certa, mas para isso ele precisa da aprovação de sua irmã mais velha, a teimosa Kate, que acredita que Anthony não será um bom marido.
Eu nem preciso dizer que Anthony vai tentar jogar seu charme para que Kate o recomende a irmã e que isso não dará certo, já que ela o vê como um libertino.

“Mas ele poderia ter conseguido superar seus preconceitos. Poderia ter sido encantador, sincero e direto, e convencê-la de que as histórias a seu respeito no Whistledown eram um exagero, e que ele não era o pior patife que Londres já vira desde a virada do século. Poderia tê-la convencido de que obedecia a um código de honra, de que era um homem honesto e de princípios...
Se não a tivesse comparado a Edwina.
Pois nada poderia ter sido tão mentiroso. Ela sabia que não era feia - seu rosto e suas formas eram agradáveis. Mas era simplesmente impossível ser comparada a Edwina em termos de beleza. A mais nova era um verdadeiro diamante de primeira grandeza, enquanto Kate nunca seria nada além de comum e agradável.”
página 42

Entre bailes, discussões e tentativas inúteis de Kate afastar Anthony de sua irmã, eles se aproximam e acabam tendo que ser obrigados a se casarem, em uma situação bem cômica.

— Foi uma abelha. - protestou Kate. — Só uma abelha! Não podemos ser obrigados a nos casar por causa de uma abelha!
página 180

Bom, se ambos não queriam se casar, em hipótese alguma, não é de se esperar que Kate tenha pensamentos inseguros em relação a seu relacionamento, pois quem iria querer se casar com ela?
Já estava conformada em viver solteira, nenhum homem tinha olhos para ela, já que Edwina chegava a ofuscá-la com sua beleza.
E Anthony tem que se conformar, depois de ver seus planos irem por água abaixo, com um casamento indesejado, mas não totalmente desnecessário, já que o visconde pretendia se casar com uma pessoa por quem não sentisse sentimento algum.


Kate segurava-se na ideia de que não era a primeira opção de Anthony, já que havia sido obrigado a casar, se conformando em não esperar muito do marido. Mas como essas histórias parecem ser baseadas em histórias de princesas disney (e agradeço por isso 💕), o visconde se vê apaixonado por sua esposa, e vice e versa.
O Visconde Que Me Amava é mais um romance de época de Julia Quinn que me conquistou.
Mesmo sendo quase um déjà vu do livro anterior, a história flui de uma maneira leve, sem muitas surpresas ao longo do enredo. Percebi que as histórias da autora acabam como deveriam acabar, como o leitor quer que acabe, e isso é uma maravilha, pois não há decepções. Você não espera muita coisa, e não se decepciona, é uma história estável, que não te joga num loop tedioso, apesar de ter seu clichê.
E uma das coisas que mais gosto de ler são as crônicas de Lady Whistledown, uma pessoa que sabe de tudo o que acontece entre as pessoas da alta sociedade, mas ninguém sabe quem é. Aquela vizinha fofoqueira que sabe mais da sua vida do que você, sabe? Então.
Os personagens acabam por parecem reais, não é algo que você lê e pensa “hmmmm, eu duvido disso”.
eles são bem construídos, assim como seus problemas e pensamentos, Quinn consegue nos trazer uma realidade de uma sociedade que nunca iremos conhecer, com um bom humor. 
O livro tem a capa em brochura, é lindo, e tem quase 300 páginas (eu gostaria muito que tivesse mil, não consigo cansar ou enjoar de romances assim) e no final tem o prólogo do próximo volume: Um Perfeito Cavalheiro, que estou aceitando de presente.


4/5 no Skoob
adquira O Visconde Que Me Amava na Amazon, e aproveite para levar o primeiro volume
O Duque e Eu

“— Precisamos viver cada momento como se fosse o último, como se fôssemos imortais — afirmou ela. — Quando meu pai adoeceu, tinha tantos arrependimentos... Ele me disse que havia tantas coisas que queria ter feito... Sempre imaginara que teria mais tempo. Nunca me esqueci disso. Por que você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei.”
página 282
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O Duque e Eu
(The Duke and I - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro - ISBN-13: 9788580411461 - Ano 2013 - Páginas 288
Adicione ao Skoob.

Sinopse: “Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.”


O que dizer dessa série que mal conheço, mas já considero pacas?
O Duque e Eu foi um dos livros lidos da ML de Carnaval, que me fez cair de amores novamente por romances de época.
É o primeiro de uma série, que conta a história dos filhos da família Bridgerton.
Nesse primeiro, conhecemos Daphne Bridgerton, uma jovem que anseia por casar há dois anos, mas seus pretendentes só a enxergam como uma boa amiga, e os que se interessam por ela são velhos demais ou pouco inteligentes - e além de tudo, tem que aceitar as fofocas sobre ela, que são postadas num jornal, pela Lady Whistledown, alguém que ninguém sabe quem é, e que espalha suas crônicas sobre, e para a sociedade.
E é em um baile da alta sociedade que conhecemos Simon Basset, melhor amigo do irmão de Daphne.
Um duque que retorna a Londres depois de anos viajando pelo mundo.
“O rosto dele era simplesmente perfeito. Daphne levou apenas um instante para se dar conta de que todas as estátuas de Michelangelo não chegavam a seus pés. Os olhos eram curiosamente intensos - tão azuis que quase brilhavam por conta própria. Os cabelos eram espessos e escuros, e ele era alto - tão alto como os irmãos dela, o que era raro.”
página 41
Para fugir das debutantes que são, praticamente, jogadas em seu colo por suas mães, ele decide se juntar a Daphne com a ideia de fingir que a corteja, para que homens mais interessantes a notem.
Posso dizer que isso não dará certo e que eles acabarão se apaixonando? Então, é isso que acontece.
Porém Simon não pretendia isso. Não pretendia se apaixonar, casar, e ainda mais pensar em filhos, como Daphne tanto deseja, pois deseja ser o último duque de Hastings, e quer que esse título morra com ele, sem herdeiros, como uma vingança para com seu pai, que o rejeitou por não ter sido o filho perfeito.
E será difícil para Daphne o convencer do contrário e conseguir com que ele esqueça sua triste infância. Seria engraçado, se não fosse triste, o motivo para que o pai de Simon tenha sido rejeitado, o que acabou levando-o a fazer o oposto do que seu pai esperava. Meus dedos estão coçando enquanto digito, prontos para escreverem qual foi esse motivo, e o porquê dele não ter falado quando pequeno.
Um dos momentos que mais gostei foi ver (sim, eu estava lá) Anthony, melhor amigo de Simon, morrer de ciúmes da irmã, apesar de saber que os flertes não passavam de fingimentos - bem, eram fingimentos no começo.
A história segue qualquer outro tipo de romance de época, com momentos bem previsíveis, romance  (isso não pode faltar) e bailes de favela em Londres, e Julia Quinn conseguiu me conquistar mesmo com todo esse clichê.
Escrito em terceira pessoa, é uma delícia acompanhar a vida de cada personagem.

E É ROMANCE. DE ÉPOCA. COMO NÃO AMAR? ❤

“— Os homens são loucos.
— De um modo geral — concordou ele.
Ela revirou os olhos.
— Sempre achei que a principal regra da amizade fosse não flertar com a irmã do amigo.
— Ah, mas eu não estou flertando, estou apenas fingindo flertar.”
página 111

A diagramação é linda, e podemos contar com a árvore genealógica da família Bridgerton, onde os nomes seguem em ordem alfabética quanta criatividade Dona Violet, e no final do livro, o prólogo do próximo volume.
Os Bridgertons se tornou uma das minhas séries favoritas, já li o segundo volume e falarei dele por aqui em breve, e estou aceitando o terceiro de presente :)
A leitura flui de uma maneira muito rápida. O Duque e Eu é uma história sensível e inteligente, que me deixou querendo ler mais do século 18. Não me espanta Julia Quinn ser considerada a Jane Austen contemporânea.
Se está a procura de romances que não são passados no nosso século, pegue um vira tempo e se joga nessa série!

5/5 no Skoob e no meu coração ❤
Compre na Amazon
Sobre a autora:
Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons.
É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
E vocês, costumam ler romances de época? Tem algum para indicar? Quero saber, comenta aí :)


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Título: A Estrada da Noite
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro Ano: 2010
Sinopse: "Vou 'vender' o fantasma do meu padastro pelo lance mais alto..." Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas da banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Dessa vez, não se trara de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora."

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