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Quase Outono ~ livros e achismos


❝Um mal é um mal, Stregobor - retrucou seriamente o bruxo, pondo-se de pé. - Menor, maior, médio, tanto faz... As proporções são convencionadas e as fronteiras, imprecisas. Não sou um santo eremita e não pratiquei apenas o bem ao longo de minha vida. Mas, se me couber escolher entre dois males, prefiro abster-me por completo da escolha.❞
página 108
Andrzej Sapkowski
Editora: WMF Martins Fontes
2015 - 4ª tiragem
Páginas: 320
Adicione ao Skoob.
Sinopse ❝Geralt de Rívia é um personagem estranho, um mutante que, graças à magia e a um longo treino, mas também a um misterioso elixir, se tornou um assassino perfeito. Os seus cabelos brancos, os seus olhos que vêem melhor de noite que de dia, o seu manto negro, assustam e fascinam. E Geralt dedica-se a viajar por terras pitorescas, ganhando a vida como caçador de monstros. Pois nos tempos obscuros que lhe couberam em sorte abundam ogres e vampiros, e os magos são especialistas da manipulação. Contra todas essas ameaças, um assassino hábil é um recurso indispensável. Ora Geralt, que é ao mesmo tempo um guerreiro e um mago, tem capacidades que o fazem impor-se a todo esse estranho mundo. É um feiticeiro. E é absolutamente único. No decurso das suas aventuras, encontrará uma sacerdotisa autoritária mas generosa, um trovador lascivo mas de bom coração, e uma feiticeira caprichosa, de encantos venenosos. Amigos por um dia, amantes de uma noite. Talvez porém que no final da sua epopeia ele possa realizar o seu último desejo: reencontrar a sua humanidade perdida…❞

Tenho que admitir que comprei esse livro depois que assisti um trailer do jogo The Witcher e soube que era baseado em uma série de histórias. Sério, eu não fazia ideia da grandiosidade e riqueza que o autor criou.
O Último Desejo é o primeiro de uma série sobre um bruxo treinado desde criança para caçar e eliminar monstros, fazendo disso seu único objetivo.
De um modo fascinante, o livro nos mostra um mundo novo e diferente, com seres da mitologia eslava, com elfos, magos, feiticeiros e pessoas enfeitiçadas. Tem um tempo que li essa história, então serei breve, e na verdade me toquei que era preciso O Último Desejo aparecer por aqui porque estou lendo o segundo da série, e a história só melhora, Sapkowski nos leva a um universo onde é impossível sair decepcionado.

A história, dividida em contos, nos apresenta, em meio a flashbacks e a voz da razão, acontecimentos vividos pelo personagem principal (e o meu favorito dentre todos os outros que já conheci em livros por aí) Geralt, de Rívia, e os personagens secundários, mas não menos cativantes, lembrando que não segue uma ordem cronológica.
O Último Desejo, que teve sua primeira publicação em 1993, chegou ao Brasil em 2011 pela editora WMF Martins Fontes e em minhas mãos em 2015/16 -não lembro, risos de nervoso- em sua quarta tiragem. É um livro de contos que antecedem a série Wiedźmin (The Witcher), assim como o segundo, A Espada do Destino. E por aqui, no Brasil, a tradução ficou por conta de Tomasz Barcinski, que traduziu direto do polonês, sem a ponte inglês - português, evitando perder a essência da história.
Eu sou chata demaaais para livros, tudo tem que estar cem por cento certo, coerente, e 10/10, e encontrar um livro de fantasia que te joga para dentro da história e te faz sentir próximo aos personagens, lugares, foi algo para lá de bom! Cara, é por isso que leio, para me surpreender com o que um autor é capaz de fazer.
E se vocês curtem fantasia com seres que não existem no mundo real, se joga nessa série. Zero decepção. O livro é bom (e não é só porque gostei hein).
Lá na minha conta no Skoob avaliei essa maravilha com apenas 5/5. Se quiser comprar, garanta pela Amazon e ajude essa pessoa (eu) a trazer mais livros para cá, só clicar aqui ou na foto da capa 😍😊
 compre O Último Desejo na Amazon :)

E para quem quer conhecer o jogo tem esse vídeo, do Zangado:

Comentem se já leram ou não, e o que acharam :3
beijos e beijos e até mais!🍁
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❝[...] A pior parte de ser adulto é tomar decisões. Em cada decisão que tomamos há consequências.❞
- Melhores Amigos, página 39

Sem Amor, só a Lou(cura) - Pablo Madeira
2016
páginas: 100
Skoob
Editora Dalle Piagge
❝Com uma linguagem ímpar, misturando amizades, amores, decepções e dores incuráveis, Pablo Madeira nos apresenta um retrato da vivência humana, de seu interior mais solitário, ambicioso e inacreditável. Cada texto foca em um sentimento e tema que nos obriga a ponderar sobre a vida e o seu sentido real, como se realmente pudéssemos encontrar qualquer significado em meio ao nosso caos mental. A maturidade e desenvolvimento ao longo de sua carreira é evidente e formidável.❞
 - Trecho extraído do prefácio que foi escrito pela autora L.L Alves.

Hey, hey, pessoas! Para dar continuidade ao Clube de Livro, o desafio de março era livro com ilustrações + lido em um dia. Escolhi Sem Amor, só a Lou(cura) por causa das ilustras, não li em três dias mas ta valendo.
O livro é recheado de textos sinceros, leves, pesados; que te fazem pensar na vida, ou no sentido dela; na sociedade e em você como parte dela; com diferentes pontos de vista e personagens. Conta com 19 crônicas de diversos temas para todo tipo de gente e gosto. As histórias despertaram em mim tristeza, alegria, alívio, saudade e me passou verdade nas situações que encontrava, que por muitas vezes imaginei acontecerem no dia a dia de alguém.

Gostei de cada crônica, e minhas preferidas foram 4:
Ponto Final, que nos mostra a despedida de uma mulher, chamada Marta, através de uma carta.
Os olhos Dela, olhos de Ana, que Pedro diz ser os mais lindos que já viu. Talvez seja os olhos dele que enxergam um mundo totalmente diferente, bonito, irreal.
Melhores Amigos, duas pessoas que se separam quando se deparam que a vida adulta entrou em suas vidas sem bater e fez com que cada um seguisse destinos e histórias diferentes. 
Luto, esse me encantou e me entristeceu, não esperava ler com a perspectiva que foi mostrada.

Sem Amor, só a Lou(cura) foi meu primeiro contato com Pablo, que também é autor de Clér, Árion, e As Estações do Medo que conta com mais 3 autores.
Recomendo muito, sério gente, vocês não irão se arrepender. A sinceridade que Pablo passa em seus textos é incrível, tive facilidade em me identificar em alguns, em sentir o que o personagem sentia, e o que não sentia também, queria viver alguns momentos, e ignorar outros. E gosto de encontrar isso nos livros, a realidade na irrealidade (faz sentido?) Pretendo ler mais histórias desse autor e falar delas por aqui, Sem Amor, só a Lou(cura) entrou para a lista de favoritos e com minha avaliação de 5/5 lá no skoob.

Sobre o autor: Pablo Madeira nasceu em abril de 1992, começou a gostar de livros aos 15 anos de idade e, desde então, não conseguiu passar mais um dia sem ler. O autor mora em Juiz de Fora, Minas Gerais, e é estudante de Psicologia. Seu primeiro livro Clér, foi publicado em 2015 e emocionou vários leitores. Sem Amor, só a Lou(cura) é a sua segunda obra literária, mas o autor já está trabalhando em seu próximo livro.
Siga Pablo Madeira por aí e fique por dentro de novidades e novas histórias
twitter - facebook - youtube - blog

ps: Olhem essa capa  m a r a v i l h o s a  e esse guarda-chuva amarelo, me fez lembrar de How I Met Your Mother, aquela série que também é  m a r a v i l h o s a
Sigo o autor nas interwebs, e no twitter ele já confirmou que não, não é referência de himym ~chorando

E aí, já conheciam o autor ou esse livro? Deixem-me saber :D
Bj bj e até mais!
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“- Acho que esse plano vai nos dividir ao meio. Acho que vamos acabar em guerra uns contra os outros.”
página 81

Guerra Civil (Civil War, 2014) - Stuart Moore
Páginas: 400 Ano: 2015
Editora: Novo Século
Skoob
Sinopse: A épica história que provoca a separação do Universo Marvel! Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark, o Homem de Ferro, é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil.

Já começo confessando que por um pequeno momento acreditei que Guerra Civil seria a mesma história que foi para os cinemas, e não uma adaptação dos quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven. Mas ok, quebrei a cara (e cá entre nós, quem iria querer uma adaptação do filme?).
Mas decepções a parte, me dei muito bem com um livro que não leria se fosse em quadrinhos, e como eu li a maioria dos spoilers existentes dessa guerra, não poderia deixar de conhecer essa história.
O livro, dividido em partes e pontos de vista, começa nos apresentando os Novos Guerreiros, um grupo de jovens heróis que têm suas vidas acompanhadas por câmeras de um reality show. Tudo vai bem até terem que enfrentar alguns vilões, o que resulta na morte de centenas de inocentes em Stamford, Connecticut.
E, na primeira parte, O último Brilho, após esse trágico acidente, o Comitê Senatorial de Investigações Meta-Humanas entra em votação para saber o que fazer com os super heróis, como ter um controle para que acidentes de grandes proporções não ocorram.
Enquanto os heróis se reúnem para saber o resultado, que obrigará todo super humano a se revelar e registrar seus poderes, Capitão América está acima de Nova York, na base da S.H.I.E.L.D., sendo convencido pela ex comandante, agora Diretora Maria Hill, a prender os que forem contra a proposta Lei de Registro (LDR), os rebeldes. E o bom moço torna-se um após recusar o comando de Hill, alegando que esse plano iria provocar uma divisão, onde iriam acabar em guerra, uns contra os outros, e não vê outra alternativa senão fugir.
E é isso o que acontece: Heróis se dividem, a favor e contra a Lei.
De um lado, Homem de Ferro e dezenas de outros heróis, que buscam fazer com que acreditem que super-humanos possam não ser ameaça se devidamente registrados. E do outro, A Resistência, liderada por Capitão América, com heróis que se opõem a LDR, acreditando que isso acabaria com suas liberdades.

“- Acredite em mim, Natasha. Capitão está errado desta vez.”
página 98

Guerra Civil não foca somente nas ideias totalmente opostas de Tony Stark e Capitão, mas também na vida da Mulher Invisível e do amigão da vizinhança, Homem Aranha. O que acaba deixando a história mais interessante, pois podemos conhecer pensamentos diferentes sobre a Lei de Registro, suas consequências e como isso afeta as vidas envolvidas.

“Sue se deu conta do que aquilo se tornara: uma batalha irreconciliável entre Homem de Ferro e Capitão América, cada um deles absolutamente convencido de que sua causa era justa. Nada podia detê-los, nem deuses, nem vilões, nem mesmo seus amigos heróis. Essa batalha continuaria até que um dos dois estivesse morto.”
Página 170

Não é necessário dizer qual lado está certo ou errado, pois querer fazer com que a população confie nos heróis e que a liberdade não seja ferida não são coisas ruins, mas sim os meios para alcançar tais fins. Ambos estavam errados, ao mesmo tempo em que acreditavam estarem certos, e vice-versa.
Heróis sofreram, desertaram e serviram de espiões nos dois lados, a opinião pública começou a ficar instável sobre a Lei, com opiniões divididas, e se isso já não fosse ruim o bastante, vilões eram registrados e recrutados para a S.H.I.E.L.D.. Apelidados de Thunderbolts, eles caçavam os rebeldes. Afinal o que seria melhor do que super vilões, capturando super heróis? É, a coisa ficou feia.
No começo da leitura, tive uma dificuldade em me adaptar e mergulhar de vez na história, já que não sou lá uma grande fã (já que só acompanhava os filmes), mas esse fato, e também os mais de 30 heróis/vilões que eu mal conhecia me deixaram perdida e confusa, não me desanimaram, já quero ler mais livros do mundo Marvel.

Guerra Civil, com sua capa brochura com ilustrações na orelha foi uma leitura muito agradável e satisfatória, to pensando em fazer um Livro x Filme dessa história, porque merece, viu?!
É impossível não fazer uma comparação. São histórias totalmente separadas e que diferem muito uma da outra. O que me decepcionou em relação ao filme, me agradou no livro, já que é mais completo, com motivos bem mais, como posso dizer... significativos.
Gostei bastante da história, minha avaliação no Skoob foi de 5/5, e já quero saber o que vem depois. Recomendo para quem não curtiu tanto o filme (assim como eu), e quer conhecer esse lado adaptado das hq's.

A Novo Século Editora conta com 15 livros da Série Marvel, são eles:

O Toque da Vampira
Homem-Aranha entre Trovões
X-Men: Espelho Negro
Guerra Civil
Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo
Homem de Ferro
Homem-Formiga - Inimigo Natural
Guardiões da Galáxia: Rocket Raccoon & Groot – Caos Na Galáxia
Guerras Secretas
Deadpool – Dog Park
A Morte do Capitão América
Wolverine: Arma X
Novos Vingadores: Motim
Doutor Estranho: Sina dos Sonhos
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Leia as sinopses e garanta a série na Amazon :)

To juntando dinheiro pra comprar os 14 que faltam, quem quiser contribuir me presenteando, ficarei agradecida haha 💕
Até mais! 📖
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“ — Há certas coisas que não posso lhe dar — disse Anthony —, e amor é uma delas.”
página 193

O Visconde Que Me Amava
(The Viscount Who Loved Me - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro
ISBN-13: 9788580411973 - ISBN-10: 8580411971
Ano: 2013 - Páginas: 288
Skoob

Sinopse: “A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.”

Hey pessoas! tem alguns dias (meses) que li o segunda história da série Os Bridgertons, e nesta conhecemos Anthony, irmão de Daphne, lá do primeiro livro, e Kate Sheffield.
O ano é 1814, e a temporada de bailes está começando, o visconde mais cobiçado está decidido a se casar e a jovem e bela Edwina Sheffield parece ser a escolha certa, mas para isso ele precisa da aprovação de sua irmã mais velha, a teimosa Kate, que acredita que Anthony não será um bom marido.
Eu nem preciso dizer que Anthony vai tentar jogar seu charme para que Kate o recomende a irmã e que isso não dará certo, já que ela o vê como um libertino.

“Mas ele poderia ter conseguido superar seus preconceitos. Poderia ter sido encantador, sincero e direto, e convencê-la de que as histórias a seu respeito no Whistledown eram um exagero, e que ele não era o pior patife que Londres já vira desde a virada do século. Poderia tê-la convencido de que obedecia a um código de honra, de que era um homem honesto e de princípios...
Se não a tivesse comparado a Edwina.
Pois nada poderia ter sido tão mentiroso. Ela sabia que não era feia - seu rosto e suas formas eram agradáveis. Mas era simplesmente impossível ser comparada a Edwina em termos de beleza. A mais nova era um verdadeiro diamante de primeira grandeza, enquanto Kate nunca seria nada além de comum e agradável.”
página 42

Entre bailes, discussões e tentativas inúteis de Kate afastar Anthony de sua irmã, eles se aproximam e acabam tendo que ser obrigados a se casarem, em uma situação bem cômica.

— Foi uma abelha. - protestou Kate. — Só uma abelha! Não podemos ser obrigados a nos casar por causa de uma abelha!
página 180

Bom, se ambos não queriam se casar, em hipótese alguma, não é de se esperar que Kate tenha pensamentos inseguros em relação a seu relacionamento, pois quem iria querer se casar com ela?
Já estava conformada em viver solteira, nenhum homem tinha olhos para ela, já que Edwina chegava a ofuscá-la com sua beleza.
E Anthony tem que se conformar, depois de ver seus planos irem por água abaixo, com um casamento indesejado, mas não totalmente desnecessário, já que o visconde pretendia se casar com uma pessoa por quem não sentisse sentimento algum.


Kate segurava-se na ideia de que não era a primeira opção de Anthony, já que havia sido obrigado a casar, se conformando em não esperar muito do marido. Mas como essas histórias parecem ser baseadas em histórias de princesas disney (e agradeço por isso 💕), o visconde se vê apaixonado por sua esposa, e vice e versa.
O Visconde Que Me Amava é mais um romance de época de Julia Quinn que me conquistou.
Mesmo sendo quase um déjà vu do livro anterior, a história flui de uma maneira leve, sem muitas surpresas ao longo do enredo. Percebi que as histórias da autora acabam como deveriam acabar, como o leitor quer que acabe, e isso é uma maravilha, pois não há decepções. Você não espera muita coisa, e não se decepciona, é uma história estável, que não te joga num loop tedioso, apesar de ter seu clichê.
E uma das coisas que mais gosto de ler são as crônicas de Lady Whistledown, uma pessoa que sabe de tudo o que acontece entre as pessoas da alta sociedade, mas ninguém sabe quem é. Aquela vizinha fofoqueira que sabe mais da sua vida do que você, sabe? Então.
Os personagens acabam por parecem reais, não é algo que você lê e pensa “hmmmm, eu duvido disso”.
eles são bem construídos, assim como seus problemas e pensamentos, Quinn consegue nos trazer uma realidade de uma sociedade que nunca iremos conhecer, com um bom humor. 
O livro tem a capa em brochura, é lindo, e tem quase 300 páginas (eu gostaria muito que tivesse mil, não consigo cansar ou enjoar de romances assim) e no final tem o prólogo do próximo volume: Um Perfeito Cavalheiro, que estou aceitando de presente.


4/5 no Skoob
adquira O Visconde Que Me Amava na Amazon, e aproveite para levar o primeiro volume
O Duque e Eu

“— Precisamos viver cada momento como se fosse o último, como se fôssemos imortais — afirmou ela. — Quando meu pai adoeceu, tinha tantos arrependimentos... Ele me disse que havia tantas coisas que queria ter feito... Sempre imaginara que teria mais tempo. Nunca me esqueci disso. Por que você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei.”
página 282
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O Duque e Eu
(The Duke and I - 2000)
Julia Quinn - Editora Arqueiro - ISBN-13: 9788580411461 - Ano 2013 - Páginas 288
Adicione ao Skoob.

Sinopse: “Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.”


O que dizer dessa série que mal conheço, mas já considero pacas?
O Duque e Eu foi um dos livros lidos da ML de Carnaval, que me fez cair de amores novamente por romances de época.
É o primeiro de uma série, que conta a história dos filhos da família Bridgerton.
Nesse primeiro, conhecemos Daphne Bridgerton, uma jovem que anseia por casar há dois anos, mas seus pretendentes só a enxergam como uma boa amiga, e os que se interessam por ela são velhos demais ou pouco inteligentes - e além de tudo, tem que aceitar as fofocas sobre ela, que são postadas num jornal, pela Lady Whistledown, alguém que ninguém sabe quem é, e que espalha suas crônicas sobre, e para a sociedade.
E é em um baile da alta sociedade que conhecemos Simon Basset, melhor amigo do irmão de Daphne.
Um duque que retorna a Londres depois de anos viajando pelo mundo.
“O rosto dele era simplesmente perfeito. Daphne levou apenas um instante para se dar conta de que todas as estátuas de Michelangelo não chegavam a seus pés. Os olhos eram curiosamente intensos - tão azuis que quase brilhavam por conta própria. Os cabelos eram espessos e escuros, e ele era alto - tão alto como os irmãos dela, o que era raro.”
página 41
Para fugir das debutantes que são, praticamente, jogadas em seu colo por suas mães, ele decide se juntar a Daphne com a ideia de fingir que a corteja, para que homens mais interessantes a notem.
Posso dizer que isso não dará certo e que eles acabarão se apaixonando? Então, é isso que acontece.
Porém Simon não pretendia isso. Não pretendia se apaixonar, casar, e ainda mais pensar em filhos, como Daphne tanto deseja, pois deseja ser o último duque de Hastings, e quer que esse título morra com ele, sem herdeiros, como uma vingança para com seu pai, que o rejeitou por não ter sido o filho perfeito.
E será difícil para Daphne o convencer do contrário e conseguir com que ele esqueça sua triste infância. Seria engraçado, se não fosse triste, o motivo para que o pai de Simon tenha sido rejeitado, o que acabou levando-o a fazer o oposto do que seu pai esperava. Meus dedos estão coçando enquanto digito, prontos para escreverem qual foi esse motivo, e o porquê dele não ter falado quando pequeno.
Um dos momentos que mais gostei foi ver (sim, eu estava lá) Anthony, melhor amigo de Simon, morrer de ciúmes da irmã, apesar de saber que os flertes não passavam de fingimentos - bem, eram fingimentos no começo.
A história segue qualquer outro tipo de romance de época, com momentos bem previsíveis, romance  (isso não pode faltar) e bailes de favela em Londres, e Julia Quinn conseguiu me conquistar mesmo com todo esse clichê.
Escrito em terceira pessoa, é uma delícia acompanhar a vida de cada personagem.

E É ROMANCE. DE ÉPOCA. COMO NÃO AMAR? ❤

“— Os homens são loucos.
— De um modo geral — concordou ele.
Ela revirou os olhos.
— Sempre achei que a principal regra da amizade fosse não flertar com a irmã do amigo.
— Ah, mas eu não estou flertando, estou apenas fingindo flertar.”
página 111

A diagramação é linda, e podemos contar com a árvore genealógica da família Bridgerton, onde os nomes seguem em ordem alfabética quanta criatividade Dona Violet, e no final do livro, o prólogo do próximo volume.
Os Bridgertons se tornou uma das minhas séries favoritas, já li o segundo volume e falarei dele por aqui em breve, e estou aceitando o terceiro de presente :)
A leitura flui de uma maneira muito rápida. O Duque e Eu é uma história sensível e inteligente, que me deixou querendo ler mais do século 18. Não me espanta Julia Quinn ser considerada a Jane Austen contemporânea.
Se está a procura de romances que não são passados no nosso século, pegue um vira tempo e se joga nessa série!

5/5 no Skoob e no meu coração ❤
Compre na Amazon
Sobre a autora:
Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons.
É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
E vocês, costumam ler romances de época? Tem algum para indicar? Quero saber, comenta aí :)


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“Um jovem hacker passa seus dias à procura de horrores na Deep Web, até que o próprio Horror finalmente o encontra. E as consequências são piores que a morte.”

Páginas: 9
Autora: Karen Alvares
Editora Draco
Adicione ao Skoob.
Gratuito na Amazon




Ninguém é um conto bastante perturbador, sobre um hacker que passava horas no computador navegando no submundo da deep web, procurando coisas que nenhuma pessoa sequer cogitaria pesquisar. Ele é levado ao horror pela curiosidade.

“Ainda vejo aquelas imagens muito vívidas na minha mente, impressas na minha retina. Sei que elas jamais vão me deixar. Vão me perseguir até o final dos meus dias, que parecem tão poucos agora.”

 Esse é o primeiro conto que leio de Karen, e já me encantei pela sua escrita, que em poucas páginas me fez não ter vontade de desgrudar nem por um segundo. 
Ela nos leva ao encontro do hacker com o Cirurgião. E como diz o ditado quem procura acha, o jovem vê diante de seus olhos as atrocidades que tanto desejava conhecer.
De uma forma rápida, vemos o protagonista em sua angústia, desespero, arrependimento e medo. O curto terror que embrulhou meu estômago, me fez querer mais.
Adorei ler Ninguém, e é impossível falar mais sobre sem lançar alguns spoilers, então aproveite que está gratuito na Amazon e faça o download.

“Eu não era ninguém. Céus, como ainda queria tanto ser ninguém. Era só um jovem idiota com ideias ainda mais idiotas na cabeça.”
5/5 no Skoob. 
Atualizado: A autora confirmou, em seu twitter, que haverá continuação desse conto, um livro sobre O Cirurgião! SOCORRO EU NÃO TO BEM!
Leiam o conto! Depois me digam o que acharam :D



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