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Quase Outono ~ livros e achismos

Sinto sua falta. Mais do que deveria, mais do que gostaria.
Sinto sua falta, mas já não sei se sinto o que acho que estou sentindo. O que é isso?
Sinto sua falta, ao tempo que percebo que não deveria sentir coisa alguma.
Sinto sua falta, querendo sentir tudo, não recebendo nada.
Sinto sua falta, embora não saiba.
Agradeço por ainda estar aí.
Um pedido.
Olhe para trás.
Eu ainda estou aqui.
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Procrastinação
Substantivo feminino
Ato ou efeito de procrastinar; adiamento, demora, delonga.

Comentei em um vídeo no youtube um tempo atrás que algumas, muitas, vezes nos sabotamos porque pensamos que não tem tanto problema deixar o que gostamos de lado por mil e um motivos diferentes, e isso acaba causando lacunas em nossas vidas, verdadeiros buracos que não sabemos como tampar.
Acabamos por nos perder em quem somos ou deveríamos ser, esquecemos sobre tudo isso até.
Quando vemos nosso reflexo no espelho, nós conhecemos quem nos olha de volta ou estamos pretendendo ser e viver como outrem? Sabemos disso ou é uma ação involuntária? Estamos realmente mudando ou esquecendo a pessoa que um dia fomos e amamos?
Precisamos evitar o hit auto-sabotagem feat. procrastinação, que faz com que atrasemos nossos sonhos, gostos e desejos, ou podemos continuar como estamos e gritar para o mundo que somos verdadeiros procrastinadores e não iremos mudar, por mais que o reflexo no espelho esteja implorando por isso.
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Hey, hey, pessoas!
Voltando aos poucos com algumas novidades e livros que estou lendo!

Recebi o livro Atrás da Porta, primeiro da série Motivos Ocultos, da autora A. Gavazzoni e estou muito, mas muito, feliz por isso!! E já quero falar dele por aqui logo.

Comecei, em fevereiro, a cursar técnico em enfermagem, e estou amando! 😍Estou lendo mais dois livros em picadinhos, um pouco de It - A coisa, e Fale!, estou pensando em fazer um diário sobre o livro do Stephen King, porque é enorme! Quem sabe não apareço falando sobre as primeiras 100 páginas?
E, também, estou com uma meta de ler os cinco livros sobre a tão famosa e maravilhosa série Guerra dos Tronos antes da nova temporada começar, quem sabe. Vamo bora fazendo!

Enquanto não sai achismo novo, confiram os livros já lidos por aqui, tem de todo tipo:
Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes
Dia Zero - Nina Amaral
Esposa 22 - Melanie Gideon
Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews
Guerra Civil - Stuart Moore
Indiscreto - Charles Dubow
Ninguém - Karen Alvares (conto)
Os dois primeiros livros da série Os Bridgertons, O Duque e Eu e O Visconde Que Me Amava 😍
O Estudante (vol 1) - Adelaide Carraro
Tem mais, só clicar aqui.

Até mais, pessoas! ❤

ATUALIZAÇÃO 15/03: O blog continua parceiro da autora KATE WILLIANS AAAAAAAA
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procrastinação
substantivo feminino
ato ou efeito de procrastinar; adiamento, demora, delonga.

Eu juro, juradinho, que não queria ficar tão longe daqui, mas meu subconsciente me fez dar uma grande pausa, o blog é um pai onde eu sou o filho pródigo.
Aprendi que metas não são lá a minha praia e que existem vezes que apenas é preciso deixar fluir (não que metas não sejam importantes, elas são), descobri que coisas que jurava gostar, hoje, já não sou tão fã.
Quem eu sou; o que quero fazer; o que devo fazer. Perguntas. Algumas já respondidas, outras nem tanto. Desistências. Amor. Salvação. Livros, autores e gêneros diferentes. Medo. Ansiedade. Sono. Um milhão de sentimentos, vontades, e lágrimas - não mais de tristeza, claro. Fanfics porque amo/sou, e algumas histórias autorais, quem sabe. Mudanças e gostos. Tempo. Bullet Journals. Terminar coisas. Enfermagem. Paixões. Vozes. Um quadro abstrato. Eu.
Palavras desconexas em pura conexão.
E assim como a parte um, essa talvez não seja lida, talvez caia num limbo de coisas que não merecem devida atenção, talvez porque eu ainda esteja na submersão.
Mas, enfim, eu amo aqui. E amo ler e escrever, e agora que me encontrei (talvez?), me sinto bem.
Talvez tenha passado da hora de voltar a superfície.

Coisas legais que achei visitando meu próprio blog:

  • metas literárias (não cumpridas) 2017
  • achismos sobre Guerra Civil (o livro)
  • book tag Eu Nunca!
  • filmes com Mark Wahlberg
  • dicas para conseguir ler mais
  • conheça o livro O Inominável
  • séries MUITO boas
  • músicas legais
  • conheça James fofo Bay
  • achismos sobre um young adult chamado A Geografia de Nós Dois
  • achismos de O Último Desejo, primeiro livro da série que deu origem ao jogo The Witcher
  • filmes de terror
  • quem são Voice Makers?

Feliz 2018, nos vemos por ai!
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And even though I tried It all fell apart
No tempo em que mergulhei em hiatus, parei pra pensar se realmente queria continuar com esse esse blog. Eu era a mesma pessoa de 3 anos atrás? Talvez. Levei um tempo para escrever isso aqui, levei um tempo para sentir isso aqui. Quem eu era? Quem o Quase Outono era?
Parei de ler, escrever e mergulhei num oceano chamado solitude (ou seria solidão?), com ideias inacabadas, listas tbr enormes e perguntas estupidamente importantes, das quais eu não sabia responder, e isso era e é aterrorizador. Pensar que minha presença, ou a falta dela, afeta só a mim. Só um pequeno ponto em meio ao infinito universo. Pensar que não faço parte de algo, que não sou uma peça de um quebra cabeça, me fez querer ficar no meu casulo... Ou atender a vontade de ir embora, que gritava em meus ouvidos, e para que o som não fosse tão alto, tão ensurdecedor, eu mergulhava novamente.
Bem, talvez eu não seja uma peça que precisa se encaixar em algo, talvez eu seja todas as peças que precisam se juntar em mim, talvez eu não me encaixe em nada, talvez eu encontre vantagens em ser invisível. Em sentir só. Talvez já esteja na hora de voltar a superfície. Talvez.

É, eu viajo, e às vezes viajo nos vídeos da Carol, do Fases de Alice, também

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Hey pessoas!
De uns dias, meses, pra cá, tenho tido uma dificuldade em retomar o ritmo das minhas leituras, arrastando histórias que poderiam terminar em poucas horas, resultado: li quase nada esse ano.
E para mudar isso anotei algumas dicas que estou colocando em prática para poder ler mais:

Fuja das distrações
Se tem algo que me distrai demais são séries, filmes, novas músicas do John Mayer, e redes sociais, e para fugir disso desligo a tv e o computador, o silêncio no momento da leitura funciona demais pra mim. Escolho qual parte do dia quero ler, manhã/tarde, e a noite me foco nas séries, filmes, músicas, e internet.

Gêneros favoritos
Escolho livros com meu gênero favorito, assim, tenho mais chances de gostar da leitura, não que arriscar outros seja uma má ideia, mas pode acontecer desse livro ser abandonado. Curte terror? Leia livros de terror. Romance? Ficção Científica? Suspense? Procure livros que sabe que não irá deixá-los parados na estante.
Leia livros que irá gostar.
Faça listas
Alguém mais aí gosta de listas? Elas são uma boa na hora de se organizar. Faça uma lista dos livros que tem, e que precisam ser lidos. Dali, escolha o livro que mais te atrai, e parta para a leitura.

Tenha metas
Ter metas é necessário para alcançar, finalizar, algo com o tempo contado. Decida em quanto tempo precisa finalizar tal livro, se em uma semana, ou três dias, e cumpra a meta. Depois dobre a meta.

Vá a livrarias
Quem não ama ir a uma livraria? Mesmo com a finalidade de não trazer mais livros? Livraria é o lugar certo para saber das novidades e lançamentos. E se o preço te impede de ler, vá a uma biblioteca.

Horário
Reserve minutos/horas do dia para ler, e leia. Das duas as quatro, das seis as nove. Escolha um horário que não prejudicará seus outros compromissos, e se comprometa a ler. Está a uma hora lendo o mesmo livro e já está entediado(a)? Troque de livro, não tem problema ler mais de um livro por vez.
Quer desistir do livro na centésima página? Leia só mais dez. Depois mais dez. Depois mais dez. Quem sabe o interesse em finalizar a obra não apareça? E mesmo assim se o livro não te envolveu, não precisa ficar com dó de abandoná-lo. O coloque de volta na estante (é triste, eu sei), e escolha outro, talvez aquele não tenha sido o momento para lê-lo, não era pra ser.

Maratonas literárias
Nada melhor do que avançar nas leituras do que maratonas. Blogs, canais no youtube, instagrans literários, tem sempre um lugar para participar. Os desafios te incetiva a finalizar a famosa lista tbr. Participarei de uma em dezembro (dia 9 até 23) do blog Carpe Diem, e já confirmei presença. Se você atrasou alguma(s) leitura(s), participe também!

Tenha sempre um livro na mochila
Imagine quanto tempo perdemos dentro do ônibus ou metrô, esperando chegar a tal ponto ou estação? Ou na fila de espera? Esperando por alguém? Carregue sempre um livro com você.

Leia resenhas
Ler resenhas e opiniões é uma ótima ideia para ter uma noção de como é o livro que pretende começar, qual o gênero, classificação indicativa, e se vale realmente a pena ser lido.

E por último mas não menos importante:
Compartilhe
Gostou de um livro e quer que o mundo o conheça? Espalhe suas indicações em grupos de leitura por aí.
E se você, assim como eu, gosta de emprestar livros, deixe que mais pessoas o conheçam.

“Compartilhar seu amor por um livro pode ser uma boa maneira de se conectar a uma outra pessoa.
Essas histórias tornam-se ainda mais especiais.”

- Kristen Stewart

Isso é tudo, pessoas! Espero que tenham gostado das dicas, que estão me ajudando a diminuir a lista de livros não lidos aqui de casa 💕
Até o próximo post 📖
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Você não esperava.
Você não esperava que as dez da manhã o ônibus fosse atrasar. Mas atrasou.
Não esperava ter um dia agitado, pegar um caminho diferente, chegar muito cedo a faculdade.
Não esperava quase ser atropelada por um carro que passou no sinal vermelho, enquanto tentava chegar ao café e pedir um cappuccino.
Não esperava que seus olhos encontrassem os dele... ou foi ao contrário? 
Castanhos escuros em verdes. Verdes em castanhos escuros.

E, dois anos depois, vocês tomavam café juntos. Era engraçado quando um cliente entrava e perguntava qual era a estação mais próxima do metrô, em inglês, e ele se enrolava na tentativa de se desvencilhar do balcão para apontar em qual rua o gringo deveria entrar. 
Brigavam quando ele dizia que não queria nada mais do que já tinha: um café herdado pelo pai, que era do pai do pai de seu avô. Você queria mais, mas o mais longe que ele conseguiu ir foi na loja de tatuagens, onde ambos marcaram o braço direito com um pequeno símbolo, que para muitos parecia insignificante. Na verdade, até era.

Não esperava ele ter contratado um ajudante e ter tirado cinco dias de folga, arrumado as malas e te mandar um sms, “estou chegando”.
Você esperava que ele fosse chegar. Bem, isso não aconteceu.

Você não esperava chorar todas as noites, mas é exatamente isso que acontece, noite após noite, mês após mês.
Você ainda olha pela janela, na esperança de que, um dia, ele chame seu nome.
Você não esperava que sua ausência fosse gritante em meio ao silêncio cortante.
Não esperava.
Você já não mais espera.

texto inspirado nessa versão maravilhosa


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140. Você está conversando com uma pessoa que está mentindo, e você sabe disso.
O que fará? Confrontá-la ou deixará a pessoa continuar?

Ela sorri e morde os lábios, olhando de um lado para outro, como se procurasse por alguém em meio as pessoas na praça de alimentação. Eu continuo com meus olhos fixos nela, mesmo que poucas vezes os castanhos encontram os verdes.
Ela diz que está feliz por ter se mudado, que está feliz por conseguir um novo emprego e ter conhecido pessoas novas.
Sorri enquanto desvia, novamente, os olhos, e os concentra em seu suco em cima da mesa.
Ela mente.
Eu sei pois somente um mentiroso reconhece outro.
Eu a conheço.
A minha vontade é rir. Rir das suas mentiras, gritar para o mundo ouvir o quão mentirosa ela se tornou, mas continuo em silêncio, a ouvindo falar sobre as novidades não tão novas. Ela sorri mas não existe brilho em seus olhos claros.

Ela faz perguntas sobre como está a saúde do meu cachorro... do nosso cachorro. Pergunta como está minha família e se minha sobrinha já nasceu. Ela me pergunta como estou.
“Estou feliz, assim como você.” É minha resposta, num murmúrio rude e baixo.
Ela abaixa a cabeça e suspira, dizendo que isso foi desnecessário.
Nossos olhos se encontram e minha vontade agora é chorar. Chorar por essa droga de momento. Chorar por não ver o sorriso sincero. Chorar por fingir que a minha vida vai bem sem ela. Chorar porque nada vai bem sem ela. Chorar porque ambos temos o conhecimento disso.
“Você está feliz? Realmente?” pergunto, com a voz trêmula, mesmo já sabendo a resposta. O sorriso dela agora é triste.
“Desculpe... mas já se tornou um hábito.”
“Sorrir?”
Ela nega com a cabeça, fazendo uma mecha de seu cabelo cair em seus olhos.
“Não... Mentir.”
Concordo. Ela me olha e sorri.
E sei que ela sabe que quando acreditamos na nossa mentira, cedo ou tarde, ela se torna verdade.
Então a deixo continuar, nessa ilusão de que tudo irá melhorar.

--
Não há a necessidade de confrontar alguém quando você sabe que ela está mentindo.
Talvez essa seja a verdade em que ela, e apenas ela, acredite.

Meus textos parecem que foram pegos de algum diálogo de algum livro que algum dia escreverei. Who knows
Aí são duas pessoas separadas, que não querem estar separadas, mas, que por algum motivo desconhecido, estão separadas (deu pra entender, certo? certo).
Senti falta desse projeto, tenho vários textos já escritos, e quem sabe eles serão postados por aqui.
Para ler outros temas, clique aqui :)

E me sigam por aí
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Até mais!
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“O que quer ser quando crescer?”

Essa pergunta parece ser uma das mais incríveis e empolgantes quando se é criança.

Médico. Bombeiro. Jogador de futebol. Modelo. Atriz. Professora. Astronauta.

São diferentes respostas a cada diferente ano.
E, enquanto ele passa e a criança vai crescendo, e percebe que a pergunta não é tão atraente assim.
A criança se torna adolescente e tem que lidar com as respostas que o mundo fornece. 
Erradas e certas. Mais erradas que certas.
Talvez ela se torne um doutor, talvez ela se torne um pescador.
Talvez ela tenha que aceitar ser o que sua vida lhe proporcionou.
Talvez isso a agrade, talvez não.
Hoje ela busca primeiro saber quem é, saber se cresceu, saber se seus sonhos são válidos.
E enquanto não tem essas respostas, não pode responder a que tanto importa. A que realmente importa.
Ela toma seu café, lê seu livro e sonha.

Talvez ela já saiba.
Ela quer ser ela mesma. Ela quer ter sua própria opinião. Ela quer ser uma sonhadora.
Então a pergunta muda e a que faz sentido quando se cresce é: O que fazer quando crescer?
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Namore uma garota que gaste seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas com o espaço do armário porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler, que possui um cartão da biblioteca desde seus doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você saberá que ela o faz pois sempre terá um livro não lido na bolsa. É aquela olhando amorosamente para as prateleiras na livraria, aquela que surta silenciosamente quando encontra o livro que quer.
Vê a garota estranha cheirando as páginas de um livro em um sebo? Essa é a leitora. Elas nunca resistem, especialmente se o livro tem páginas amareladas.

Ela é aquela que lê enquanto espera em um Café na rua. Se der uma olhada em sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Ela pode até te olhar, mas como a maioria das garotas que leem, ela não gosta de ser interrompida. Pergunte se está gostando do livro. 
Compre à ela outra xícara de café.

É fácil namorar uma garota que lê. Dê livros em seu aniversário, no natal e em outros aniversários (como namoro, aniversário do irmão, do cachorro, do cantor favorito... ♥).
Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são o amor. Entenda que ela sabe a diferença entre livros e realidade, ela vai tentar fazer com que sua vida se pareça pouco como seu livro favorito. Nunca será sua culpa se ela conseguir.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso existir um vilão ou dois.
As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que lê, é melhor mantê-la por perto. 
Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais porque, durante algum tempo, eles são.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou melhor ainda, namore uma garota que escreve.

♥♥♥

Esse texto lindo e maravilhoso eu vi há muito tempo no blog Meant For Silence e a tradução fiz com a ajudinha do google e a deixei guardada por mais tempo ainda, no word, e decidi compartilhar por aqui. E nas procuras pela nossa miga internet, encontrei um texto bem legal: 
"Não Namore uma Garota que Lê", no blog Ninho de Fogo, vale a pena ler.

♥
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Beijos e até mais!
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"Eu cheguei a pouco tempo, já querendo ir embora. As pessoas ficavam quietas, como se qualquer suspiro alto fosse quebrar, em mil pedaços, aquele cenário. Eu franzi a testa para a mulher ao meu lado que não parava de chorar, ou tentava segurar o choro dentro de si. Revirei os olhos.
Pessoas e seus sentimentos...
Estava um tempo frio. Não frio de moletom. Frio de moletom; e casacos; e toucas; e luvas. 
Como em um filme, quando algo desse tipo acontece, estava chovendo. Bem, em dias assim sempre estava.
Sorri para aquilo, se ele soubesse que iria chover, com certeza teria dado um jeito de mudar a data.
A primeira vez que o vi foi neste mesmo lugar, mas em circunstâncias diferentes. Estava calor, mas não calor de 30 graus. Calor de protetor fator 50, sorvetes derretendo e falta de água.
Coloquei minha mão dentro do bolso da calça e senti o isqueiro, procurando em volta uma placa de não fume, abaixei a cabeça e soltei um riso. O isqueiro que ele havia me dado, sem gás.
Minhas pernas batiam uma na outra. Hiperatividade, ele disse uma vez. Tédio, respondi. 
Mas no momento, não era um tédio de não ter o que fazer, era um tédio de cansaço, de querer pular esse dia porque ficar olhando as pessoas abraçando umas as outras me entediava e me fazia querer acender o isqueiro que rodava em meus dedos mas, querendo ou não, as coisas não são do modo que deveriam ser. Não são do modo que eu queria que fossem. Então eu apenas revirava os olhos, para as pessoas que me jogavam sorrisos falsos, e batia as pernas, na esperança de acelerar as horas.
Não era a primeira vez que entrava aqui pelo mesmo motivo, na primeira, três ou quatro anos atrás, foi para ver meu pai, meses depois, minha prima.
Me pergunto se um dia iria me acostumar com o tédio que acontece nesses encontros de família.
Não, eu nunca me acostumaria com os olhares que eram direcionados para a pessoa e os murmúrios baixos que faziam. As palminhas nas costas como se passassem força, ou sei lá o que, através da palma da mão. A decoração horrível para algo nada comemorativo.
Eu esperava o homem terminar de falar suas palavras que nem eram ouvidas, talvez só por mim. Não. Nem por mim, porque eu estava concentrada demais no isqueiro que rodava em meu bolso.
As mulheres pareciam usar suas melhores roupas em eventos como esse, os homens conversavam com o pai dele e por um momento achei que estivessem falando do que havia acontecido mas não, ao me aproximar pude ouvir sobre bolsa de valores e a próxima reunião.
Eu cheguei perto e depositei meu isqueiro em sua mão, como se ele pudesse segurar. Sorri e me desculpei, saindo dali o mais depressa possível, porque soube que o tédio não era uma consequência de estar naquele lugar, era o incômodo e a dor que o faziam aparecer.
Não deveria ter me desculpado porque ele sabia que, para mim, velórios sempre são entediantes."

--

Não deve ser a coisa mais entediante imaginável, mas meus personagens tem vida própria, o que posso fazer? Até que gostaria de descrever o que eu acho entendiante em mínimos detalhes mas deu nisso e é isso ^^
Veja os outros temas clicando aqui.
Beijos!
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Hey pessoas! Born and Raised é a música que leva o nome do álbum do cantor e compositor John Mayer.
Born and Raised, para mim, é um dos melhores álbuns pra vida, porque além de ser sincero e verdadeiro, é comovente, você consegue sentir dor e alegria de cada letra contida no álbum. 
Born and Raised é uma música que diz sobre como crescer sozinho é perda de tempo e sobre ter tempo para fazer mais coisas e como o ele passa rápido e num piscar de olhos você já cresceu e se pergunta o que aconteceu na sua vida, o que fez com ela, pra onde deve ir. 
E como amo essa música, não poderia deixar faltar por aqui um texto inspirado nela ❤


Quando os dias passam tão rápido e você olha para trás pensando no que fez, no que poderia ter feito, no que poderia ter mudado ou no que poderia ter deixado como estava. São tantos "ias"...
Quando você quer mudar algo mas não pode porque o tempo não volta atrás só porque você quer consertar algo.
Quando você ainda tem sonhos. Ainda, assim como a criança que já foi um dia, que sonhava em ser um milhão de coisas quando crescesse.
Mas quando realmente se cresce os sonhos não voam tão alto como você gostaria, como eles faziam.
E o único culpado é aquele que te encara no espelho.
Seus olhos continuam encarando de volta, esperando algum movimento daquele do outro lado. O outro não faz nada. Você também não faz nada. 
Você não fez nada.
Mas sabe que ainda tem tempo quando percebe que só envelheceu.
Um velho que não fez totalmente o que queria, o que gostaria,o que desejaria. São tantos "ias"...
Fica difícil aguentar, fica difícil ser o que não é. 
Difícil ver que não é isso o que esperava. Difícil sentir que a vida escorre pelas mãos e aceitar que não irá voltar.
Você precisa de mais. Mais sonhos, mais fé, precisa de alguém, porque crescer sozinho é um desperdício.
Precisa,  porque um dia desses você estará nascido e crescido, e tudo isso vem, sem nenhum aviso.

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Escreva uma carta de amor para quem já se foi.

“20, abril, 2010.

Eu soube a pouco tempo.
Estava sentada no chão da sala quando ela me ligou. Olhava algumas fotos antigas, e por incrível que possa parecer, eram nossas fotos juntos, aquelas que disse que havia jogado fora. Você sorria em todas elas. Um sorriso perfeito.
Não sei porque justo ela havia me ligado.
Por incrível que possa parecer para você, eu não chorei. Eu costumava chorar por qualquer coisa. Mas não chorei. Você não gostava de choros. Já fazia tanto tempo desde o nosso término, sete anos. Sete anos que eu estava sem notícias suas. Pergunto-me mentalmente se não fosse pelas fotografias espalhadas pelo chão, eu me lembraria de você....
Claro que me lembraria, você é onipresente.
Sua voz rouca e sempre baixa, ficava tão calma quando estava bravo. Seus cabelos que, ao contrário dos pedidos dos nossos amigos, você nunca cortava.
Seus olhos castanhos... você era tão comum e tão diferente ao mesmo tempo. Único seria a palavra certa. Único.
Eu te amava, diria que ainda te amo.
Quando sua esposa ligou me dizendo que você havia partido, eu senti um vazio imenso. Fiquei triste por saber que já faziam anos. Cinco anos.
Sinto como se houvesse te perdido, até lembrar que já não era mais meu para perdê-lo.
Sinto sua falta. São oito da noite. Tenho que buscar Clara na casa de minha mãe.
Ela tem cabelo longo e escuro, igual ao seu. Olhos castanhos e pele branca. Ela tem sete anos.”

--
Criei toda uma história na cabeça e soltei no papel, ou melhor, no word: mulher que se viu divorciada, ainda amando o cara que pisou na bola, que casou com outra, não soube da filha, e por aí vai.
E aí, gostaram?

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O problema injusto é que ninguém nos avisa quando ela irá chegar. 
Não temos um lembrete, um recado na caixa postal, o despertador não toca te avisando que "hoje será um daqueles dias". 
Nada te prepara para ela, nem tutoriais ou "do it yourself's". 
Ela fica batendo de porta em porta esperando um abraço, um "vem comigo". 
Esperando um espaço em sua agenda, esperando que você se lembre dela, pois ela não esquece de você. 
Ela espera que você a abrace e a beije, a faça sua, pois você é dela.
Ela não sorri, nunca sorri. Ela se instala, não somente em sua casa, mas em seu coração, olhos, boca e ouvido. 
Ela te faz cego, mudo e surdo.
Ela é egoísta, te observa o tempo todo esperando um mínimo sorriso, para arrancá-lo de você.
Ela não é leve ou calma, ela é trágica.
Assim como as histórias trágicas. 
Você espera que elas sejam felizes, mas apenas quando se é criança as coisas podem ser assim.
Quando se cresce, ela não é leve ou calma.
A tristeza é trágica.
A tristeza é inconveniente.


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 Hey pessoas um texto triste inspirado nessa música que amo, com os cantores fofos Gotye e Kimbra, espero que chorem gostem.


Estava sentada no chão da sala arrumando minhas caixas na casa nova e encontrei uma foto que há tempos não via. E as lembranças começaram a jorrar. Lembro me de quando pensei que aquilo duraria, quando eu dizia a mim mesma que era certo, que me fazia feliz. 

Mas hoje percebo que o amor, o nosso amor, me fazia sentir sozinha, mesmo estando perto de ti, mas era o amor que conhecia, o que eu poderia fazer? Aquilo era amor, certo?
Não. Não era. Eu me viciava em tudo que você me trazia: as alegrias e tristezas que a nossa relação me proporcionava. Então quando senti que não tínhamos nada a ver, porque o sentido não existia e que não era certo você disse que poderíamos ser amigos.
Sério? Amigos? Tudo bem. Foi o que eu disse, talvez eu tenha ficado contente que acabou.
Mas você mudou.
Você foi tão rude, me tratou como estranha na última vez que nos vimos, eu não merecia isso. 
Quebrou todas as pontes que me ligavam a você, me tratando como uma qualquer e fazendo todos acreditarem que o que tínhamos era um nada. Fez seus amigos, que já foram meus também, recolherem suas coisas e foi como se você nunca tivesse existido. 
O apartamento ficou vazio e silencioso. Silêncio palpável que entupia minhas veias, já não poderia mais ficar ali, os dias passavam e eu perdia você a cada hora, confundindo lembranças com sonhos. 
A realidade era paralela, na maioria das vezes eu tomava um remédio que me fazia dormir por horas, senão dias, para ter você perto de mim. Eu já não me conhecia. 
Eu poderia morrer que sei que para você não iria fazer diferença, pois eu sou só um alguém que você conheceu. Eu fui.
Me pergunto se faço falta ou se algo o faz lembrar de mim enquanto tiro os objetos de uma caixa, a fotografia, não tão esquecida, ficou no chão. E a resposta é soprada no meu ouvido. Não. Nós somos nada um para o outro. Uma mera lembrança de algo que, talvez, não devia ter acontecido. Um erro. Um destino sacana. Uma verdade sustentada por uma mentira bem planejada.
E olhando para a única coisa que comprova que você realmente existiu, eu dou de ombros, não faz mais diferença, estou feliz que tenha acabado. Estou feliz por ter recomeçado. 
Sei que agora você foi apenas alguém que conheci, então pego a fotografia do chão e a rasgo.
Alguém que eu preferia não ter conhecido.


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Eu vejo o nascer do sol, vejo o tempo mudar a cada minuto, mas nada parece mudar. Vejo pessoas com olhos vazios, andando de um lado para o outro, como se estivessem perdidas; perdidas em seus pensamentos, em suas culpas e ressentimentos.
Vejo nuvens em formas de variados objetos, enquanto decidem se chove ou não.
Vejo pequenos animais, insetos insignificantes, que cabem na palma da mão.
Vejo muitas casas, de todas as cores, com vários cômodos, mas não vejo um lar.
Não vejo um lar.

Muito drama nesse texto.
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“No começo eu achava normal, achava.
Era um lápis que meu colega não iria dar falta. A pequena quantia em dinheiro do meu pai, figurinhas exclusivas do meu irmão. Coisas pequenas, coisas que ninguém iria se importar, coisas que poderiam faltar.
Talvez isso tenha começado com a morte da minha mãe porque depois daquela data eu adquiri dois vícios: fumar e beber.
O cigarro era algo passado de pai para filho. Milhares de substâncias tóxicas enroladas em um maldito papel que me trazia leveza quando o amargo tocava minha língua.
A bebida veio de velhos colegas, que não dispensavam uma festa com um bom whisky, mas isso eu não sei realmente de onde veio ou como chegou até mim.
Perigoso? Talvez. Saudável? Depende.
Eu achava normal quando me faltava cigarros e estava sem dinheiro para consegui-los comprando. As vezes o dinheiro estava no bolso mas a vontade de não pegar filas falava bem alto. Era fácil. Pega, não paga, e vai embora. Quem iria sentir falta de um maldito pacote com 20 cigarros? Ninguém. 
As vezes, para evitar esse tipo de coisa o jeito era pensar em fazer os meus. Mas eu não evitava, eu nunca evitava.
Não era o famoso "eu pago depois." Eu tinha o maldito dinheiro para pagar, só que as filas eram grandes... As filas ainda são grandes.
Prazeroso? Sem dúvida alguma. Medo? Eu o desconheço.
A possibilidade de acabar me ferrando fazendo isso passa poucas vezes em minha mente.
Nunca senti remorso, vergonha ou culpa depois.
Eu precisava dos cigarros, de álcool, alguns livros e isqueiros, ponto.
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"Ela sempre esteve ao meu lado quando precisei e sempre estará, eu sei.
Ela me lembra que me ama 24 horas por dia. 168 horas por semana. Em um ano são mais de 365 vezes.
Ela é uma heroína, melhor que mulher maravilha.
Ela chama a atenção sempre quando é preciso e me abraça incontáveis vezes.
Ela é amiga, confidente e amorosa.


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Há vários meses atrás, eu estava fazendo tantos e tantos planos, metas e sonhos sobre o que eu queria fazer quando chegasse a essa tal idade e o que eu esperava dela.

Enfim, aos dezoito...
Os 18 anos é sempre muito esperado, assim como os 15 para algumas mães de adolescentes, com a desculpa de que "só fazemos quinze anos uma vez na vida"...
Eu só fiz 16 uma vez na vida, 17 uma vez na vida e 18 uma vez na vida.

Quando ele chegou, descobri que não era nada daquilo que eu esperava ou planejava, não quis festejar porque, na verdade, eu não queria crescer. Porque crescer envolve tanta responsabilidade, e não é colocar o despertador para tocar só para não perder o desenho favorito das manhãs. E, além de tudo, temos que ser corajosos o suficiente para encarar a vida. E sabemos que a vida é aquela vadia que rouba teu namorado dias antes de completarem um ano juntos.


A vida as vezes é um saco e as responsabilidades e pessoas que temos que aturar, as vezes (só a vezes) nos faz jogar as mãos para o alto e soltar um belo "dane-se" ou qualquer outra palavra que transmita o que está sentindo, você escolhe.


As metas e planos que fiz ainda estão de pé. Os dezoito anos não é uma porcaria de varinha mágica, que em certa idade faz tudo se realizar, infelizmente não é, infelizmente.


Eu ainda tenho sonhos, claro que tenho, "você está começando a viver agora" como meu avô sempre me lembra, mas eles não são os mesmos.


Percebi e aprendi que não devo esperar algo em um ano, mas tenho que esperar algo de mim mesma, ir e fazer. Os planos e metas sou eu que faço, sou eu que escolho.


Quando olho em volta, talvez nada tenha mudado mas eu sei que eu mudei, minhas ideias e gostos mudaram. Eu amadureci e cresci e não tem um lembrete de quando você irá mudar.

As mudanças... elas acontecem sem nenhum aviso.
E querendo ou não, as expectativas de uma certa idade sempre irão existir, seja aos quinze, trinta ou oitenta anos, quem sabe? 

Eu sei que faço planos, metas e espero muita coisa dos meu vinte e um...
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